Aeroporto de Belém fica alagado em área de embarque e expõe precariedade a menos de três meses da COP30
O Governo Federal investiu R$ 470 milhões para modernização do Aeroporto.
Notícias do Pará – A menos de três meses da realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), passageiros que aguardavam voos no Aeroporto Internacional de Belém (PA) enfrentaram transtornos nesta sexta-feira (15) após o terminal sofrer um alagamento provocado por uma forte chuva. O episódio ocorreu na área de embarque, onde vídeos mostram goteiras no teto, água escorrendo para o chão gerando isolamento de uma das áreas do local.
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As imagens, que rapidamente se espalharam pelas redes sociais, também exibem acúmulo de água no saguão, dificultando a circulação de quem aguardava voos domésticos e internacionais. Em alguns pontos, passageiros permaneceram sentados em meio a poça d’água.
O incidente gera preocupação porque Belém será o centro das atenções globais em 88 dias, quando receberá líderes mundiais, chefes de Estado, diplomatas e milhares de visitantes durante a COP30. Para muitos, o episódio levanta dúvidas sobre a capacidade da cidade e, principalmente, do aeroporto de oferecer a estrutura necessária a um evento de tal relevância.
Em julho de 2024, o Governo Federal anunciou R$ 470 milhões em investimentos destinados à modernização do Aeroporto Internacional de Belém. As obras, iniciadas no início do ano, tinham previsão de entrega em agosto, justamente o mês em que ocorreu o problema. O alagamento reacende discussões sobre a qualidade dos serviços de engenharia contratados e a fiscalização da execução das reformas.
Até o momento, a administração do aeroporto não se pronunciou oficialmente sobre o caso.
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Países reclamam dos preços exorbitantes de hospedagem
Existe outra polemica envolvendo a escolha de Belém para sediar o evento. Delegações de países em desenvolvimento reclamaram que os valores praticados por hotéis da capital estão inviabilizando a participação de representantes de nações mais pobres devido valores exorbitantes, o que comprometeria a pluralidade e legitimidade do encontro climático.
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O presidente da COP30, o diplomata André Corrêa do Lago, reconheceu o problema e afirmou que os preços abusivos podem representar um risco à imagem do evento. Segundo ele, a situação está sendo monitorada e discutida com autoridades locais, mas ainda não há uma solução concreta.
A COP30 deve reunir mais de 40 mil pessoas em Belém, entre chefes de Estado, cientistas, ativistas e jornalistas de todo o mundo. A cidade ainda se prepara com obras de infraestrutura e investimentos na rede hoteleira, que, segundo o governo, ainda não é suficiente para comportar toda a demanda.
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