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Márcia Dantas rebate jornalista da CNN após críticas ao preço da comida na COP30; assista

Jornalista paraense da Jovem Pan defendeu o valor dos produtos regionais e explicou a logística por trás do queijo do Marajó.

Por Jonas Souza

07/11/2025 às 12:44 - Atualizado em 07/11/2025 às 13:24

Notícias do Pará  – A jornalista Márcia Dantas, da Jovem Pan News, respondeu às críticas feitas por Márcio Gomes, da CNN Brasil, sobre os altos preços da alimentação durante a COP30, em Belém. O colega havia publicado um vídeo nas redes sociais relatando ter pago R$ 99 por dois salgados e uma lata de refrigerante, o que gerou grande repercussão.

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Leia mais: Jornalista Márcio Gomes, da CNN, denuncia preços exorbitantes na COP30 e diz que pagou R$ 99 em salgado com refrigerante

Márcia, que é natural de Belém, usou as redes sociais para contextualizar os valores, destacando a origem e o valor cultural dos ingredientes regionais, especialmente o queijo do Marajó, utilizado em um dos salgados comprados por Gomes.

“Esse queijo é feito com leite de búfala lá da Ilha do Marajó, onde parte da minha família inclusive nasceu. É uma indicação geográfica muito específica, com regras rígidas de produção”, explicou a jornalista.

Segundo Márcia, o transporte do queijo até a capital é um dos fatores que encarecem o produto.

“Para ele chegar lá na mesa, dentro do salgadinho, precisa cruzar rios absurdos. De lancha, são três horas e meia; de barco comum, até 24 horas. É uma logística complexa porque precisa ficar refrigerado. Tudo isso encarece, mas também valoriza o produto”, completou.

Ela ainda calculou o custo aproximado do ingrediente:

“O quilo do queijo do Marajó pode custar até R$ 200. Se um salgado leva 70 gramas, isso já representa R$ 14 só de queijo. Somando massa, trabalho artesanal, energia e impostos, chega fácil a R$ 29 — e poderia ser até mais.”

Em tom crítico, a apresentadora também comparou o preço com produtos vendidos em outras regiões do país.

“Em São Paulo, a gente paga R$ 29 num pão com ovo gourmetizado num café da Paulista, e ninguém reclama. Mas quando é na Amazônia, mesmo sendo artesanal e tradicional, aí é caro. As pessoas que estão de fora reclamam do preço”, concluiu.

A discussão, que começou com a queixa de Márcio Gomes, acabou abrindo espaço para um debate mais amplo sobre valorização dos produtos amazônicos, custos logísticos na região e percepção de preços no Brasil.

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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