PGR investiga rede de corrupção bilionária ligada à COP30 no Pará
Empresas associadas ao deputado Antônio Doido são suspeitas de lavagem de dinheiro e desvios de recursos públicos.
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Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

Foto: Câmara dos Deputados
Notícias do Pará – A Procuradoria-Geral da República (PGR) classificou como organização criminosa o grupo liderado pelo deputado federal Antônio Doido (MDB-PA), suspeito de articular esquemas de desvio de recursos públicos por meio de contratos com o governo do Pará. A investigação, que envolve também o secretário de Obras Públicas do Estado, Benedito Ruy Cabral, e o tenente-coronel da PM Francisco Galhardo, aponta corrupção em licitações milionárias da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), marcada para 2025.
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As empreiteiras JAC Engenharia e J.A Construcons, supostamente ligadas ao parlamentar, venceram licitações no valor de R$ 142 milhões e R$ 148 milhões. Segundo a PGR, há indícios de que essas contratações tenham sido fraudadas, com uso de recursos desviados do orçamento público. As investigações revelaram mensagens entre o policial militar Francisco Galhardo e o secretário Ruy Cabral no mesmo dia da liberação de verbas. Galhardo, inclusive, foi preso ao tentar sacar R$ 5 milhões, pouco antes do primeiro turno das eleições municipais de 2024.
De acordo com o relatório da PGR, o grupo utiliza um “sofisticado esquema de lavagem de dinheiro” para movimentar os valores ilícitos, que teriam sido desviados das obras públicas estaduais. O policial militar é apontado como responsável por realizar diversos saques de valores milionários em nome das empresas controladas por Antônio Doido — uma delas, registrada em nome da esposa do deputado, e outra, em nome de Geremias Hungria, preso ao receber R$ 380 mil das mãos de Galhardo.
O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou que o PM sacou R$ 43,8 milhões entre 2023 e 2024. Os saques, segundo a PF, ocorreram de contas ligadas às duas empreiteiras citadas. A investigação foi iniciada após a prisão em flagrante de Galhardo em Castanhal (PA), a cerca de 70 km de Belém.
Defesas
Em nota, o governo do Pará afirmou que os contratos com as empresas investigadas foram firmados por meio de processos licitatórios regulares, seguindo os princípios constitucionais. O Executivo estadual também afirmou que não foi notificado formalmente sobre nenhuma investigação relacionada ao caso, mas garantiu que colocará os mecanismos de controle interno à disposição das autoridades, caso seja acionado.
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O secretário Ruy Cabral, segundo a nota, “não mantém relações de natureza privada com integrantes da Polícia Militar” e nega qualquer envolvimento com os valores apreendidos.
Já a defesa do deputado Antônio Doido repudiou o que chamou de “vazamento criminoso de informações sigilosas” e alegou que as acusações são “fruto de ilações”. Afirmou ainda que o parlamentar está à disposição da Justiça e tem “tranquilidade quanto à legalidade de seus atos”.
As apurações continuam no Supremo Tribunal Federal (STF), e a PGR não descarta o envolvimento de outros agentes públicos no esquema.
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