Samuel Câmara é rechaçado por fiéis após destituir pastor da Assembleia de Deus; entenda
Os fieis chamaram o pastor Samuel Câmara de mentiroso e covarde.
- Foto: Reprodução
Notícias do Pará – Uma crise institucional ganhou força na Assembleia de Deus em Belém do Pará após a destituição repentina do pastor Marcelo Campelo do comando da Assembleia de Deus da Doca. A decisão partiu do pastor Samuel Câmara, presidente da Convenção da Assembleia de Deus no Brasil, neste domingo (4) e ocorreu sem aviso prévio, segundo relatos de fiéis e do próprio pastor afastado.
Denúncia sobre aluguel durante a COP30
O estopim da crise, segundo membros, seria críticas públicas feitas por Marcelo Campelo sobre o aluguel do Centro de Convenções Centenário durante a COP30, realizada em Belém, em novembro de 2025. De acordo com o pastor, o espaço foi alugado por cerca de R$ 2 milhões por apenas cinco dias de uso, sendo utilizado para festas culturais e eventos de outras religiões durante o encontro climático da ONU.
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O pastor Samuel Câmara tem tomar vergonha na cara. Ele é um apostata pic.twitter.com/0iZte8JYSU
— Enos Alexandre da Silva (@DaSilva37572) November 21, 2025
A situação gerou forte reação na comunidade evangélica, não apenas no Pará, mas em diferentes estados do país. Campelo questionou a falta de transparência na gestão dos ativos da igreja e cobrou prestação de contas clara à membresia.
Destituição sem aviso e reação dos fiéis
Pouco depois da repercussão das denúncias, a liderança da igreja determinou a saída de Marcelo Campelo do cargo e enviou outro pastor para assumir a congregação. A troca, feita sem comunicação prévia à igreja local, provocou revolta entre os fiéis da Assembleia de Deus Doca.
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Samuel Câmara foi até a igreja e ouviu a revolta dos fiéis. “Quando eu o procurei, o pastor Marcelo disse que o tempo dele estava findo e que ele iria seguir outro caminho em outra linha, não vou ficar na Assembleia de Deus. Perguntem dele”, disse.
Os fieis chamara o líder religioso de mentiroso e covarde. Em protesto, membros da congregação se recusaram a aceitar o novo líder e decidiram realizar o culto do lado de fora do templo, em um ato simbólico de resistência à decisão da chamada “igreja-mãe”.
Pronunciamento
Marcelo se pronunciou nesta segunda-feira (5) e revelou o porque não se manifestou no momento do ocorrido. “O clima estava muito tenso as pessoas estavam muito frustradas, chateadas, decepcionadas e qualquer coisa que eu fosse falar ali ia inflamar ainda mais. O que é pior ele ia dizer que a culpa foi minha, que eu influenciei, incentivei, fiz motim e eu não ia cair nessa nessa. Então eu preferi ficar na minha”, disse.
O religioso também afirmou que Samuel o chamou ontem mesmo durante suas férias e fez o comunicado com urgência. “Ele me atendeu no templo central e a primeira coisa que ele falou para mim quando entrei no gabinete: ‘Marcelo, eu estou te tirando da Doca hoje e hoje eu apresento o novo pastor. Eu não perguntei porque, porque eu já sabia a motivação”, explicou.
“Eu não estou sendo tirada da igreja porque eu adulterei, roubei. Eu estou sendo tirado porque eu me posicionei e isso é uma ditadura, cara. Eu quero deixar claro que não sai de forma voluntária”, destacou.
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