Senado aprova criação da Universidade Federal do Xingu para ampliar acesso ao ensino superior no Pará
Projeto prevê nova universidade federal com sede em Altamira e atendimento a 15 municípios da região.
- Foto: Alexandre-de-Moraes / UFPA
Resumo
A Comissão de Educação e Cultura do Senado aprovou a criação da Universidade Federal do Xingu (UFX), no Pará. A nova instituição será formada a partir do desmembramento da Universidade Federal do Pará (UFPA), com sede em Altamira, e atenderá municípios da região da Transamazônica e das bacias dos rios Xingu e Tapajós.
Notícias do Pará – A Comissão de Educação e Cultura (CE) do Senado Federal aprovou nesta terça-feira (9) o projeto que cria a Universidade Federal do Xingu (UFX), instituição que deverá ampliar a oferta de ensino superior público em uma das regiões mais extensas e desafiadoras do Pará.
A proposta foi aprovada em Brasília e representa um passo importante para a expansão da educação superior na região da Transamazônica. O texto agora segue para análise da Câmara dos Deputados, caso não haja recurso para apreciação pelo plenário do Senado.
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A iniciativa está prevista no Projeto de Lei do Senado (PLS) 359/2017, apresentado pelo ex-senador Paulo Rocha (PT-PA) e relatado pela senadora Professora Dorinha Seabra (União Brasil-TO), que emitiu parecer favorável à matéria.
Nova universidade será criada a partir de campus da UFPA
O projeto estabelece que a Universidade Federal do Xingu será criada a partir do desmembramento da Universidade Federal do Pará (UFPA).
Com isso, o campus da UFPA localizado em Altamira passará a integrar a nova estrutura universitária, transformando-se na sede da futura instituição.
A relatora também apresentou uma alteração importante ao texto original. Inicialmente, a proposta apenas autorizava o Poder Executivo a criar a universidade. Com a emenda aprovada, o projeto passa a criar diretamente a Universidade Federal do Xingu, tornando mais objetiva a implementação da medida.
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A expectativa é que a nova instituição fortaleça a presença do ensino superior federal em uma área marcada por grandes distâncias geográficas e dificuldades de acesso.
Região atendida reúne mais de 430 mil habitantes
De acordo com a proposta aprovada pela comissão, a Universidade Federal do Xingu atenderá municípios localizados ao longo das rodovias BR-230 (Transamazônica) e BR-163, além de cidades situadas nas regiões dos rios Xingu, Tapajós e áreas adjacentes.
Os municípios contemplados são:
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- Altamira;
- Anapu;
- Aveiro;
- Brasil Novo;
- Gurupá;
- Itaituba;
- Jacareacanga;
- Medicilândia;
- Novo Progresso;
- Pacajá;
- Placas;
- Porto de Moz;
- Senador José Porfírio;
- Uruará;
- Vitória do Xingu.
Juntas, essas cidades formam uma região com aproximadamente 430 mil habitantes distribuídos em um território de cerca de 260 mil quilômetros quadrados.
A criação da universidade é vista como uma alternativa para reduzir desigualdades no acesso à educação superior e estimular o desenvolvimento regional.
Desafios do ensino superior na Amazônia
O acesso ao ensino superior na Amazônia ainda enfrenta obstáculos relacionados à distância entre municípios, infraestrutura de transporte e condições socioeconômicas da população.
Além das dificuldades logísticas, especialistas apontam que as políticas educacionais para a região precisam considerar as características culturais, econômicas e sociais das comunidades amazônicas.
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Ao justificar o projeto, o autor da proposta argumentou que a expansão da rede federal é necessária para ampliar as oportunidades de formação acadêmica e profissional.
Segundo Paulo Rocha, a região demanda novos investimentos capazes de garantir ensino superior público e de qualidade para estudantes que enfrentam dificuldades para ingressar ou permanecer em instituições localizadas em grandes centros urbanos.
Senadores destacam importância estratégica da nova instituição
Durante a votação, parlamentares ressaltaram a importância da nova universidade para o desenvolvimento da região.
O senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) destacou as dimensões territoriais do Pará e afirmou que o estado necessita de uma estrutura universitária mais descentralizada para atender adequadamente sua população.
Para os defensores da proposta, a criação da Universidade Federal do Xingu poderá impulsionar a formação de profissionais, fortalecer a pesquisa científica e ampliar a produção de conhecimento voltado às necessidades da Amazônia.
Caso seja aprovada também pela Câmara dos Deputados, a nova instituição passará a integrar a rede federal de ensino superior, ampliando a presença da União em uma das regiões mais estratégicas do país.
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