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Veja vídeo: Acidente em rabeta arranca couro cabeludo de mulher no interior do Pará

A jovem passou por cirurgia de emergência.

Por Beatriz Silveira

02/05/2025 às 15:40 - Atualizado em 02/05/2025 às 19:48

Notícias do Pará –  Uma jovem de 21 anos, que não teve o nome divulgado, viveu momentos de desespero na tarde dessa quinta-feira (1º), após sofrer um grave acidente em uma embarcação no município de Afuá, localizado no arquipélago do Marajó, no estado do Pará. A vítima teve o couro cabeludo arrancado após seus cabelos se enroscarem no eixo do motor de uma rabeta — tipo comum de embarcação na região amazônica.

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O caso chocou a população local e viralizou nas redes sociais. Vídeos divulgados sobre o acidente mostram o momento angustiante em que dois homens tentam retirar a jovem da embarcação. Com o pano que cobria a cabeça completamente ensanguentado, ela aparentava estar em estado de choque, com dificuldades para permanecer de pé. Em seguida, desmaia e é carregada às pressas pelos homens que prestaram os primeiros socorros.

Inicialmente, a jovem foi encaminhada ao Hospital de Santana, no estado vizinho do Amapá. No entanto, devido à gravidade dos ferimentos, foi transferida com urgência para o Hospital de Emergência Oswaldo Cruz, em Macapá. Segundo informações da equipe médica, a vítima sofreu escalpelamento total — perda completa do couro cabeludo — e também a remoção parcial de tecidos cranianos.

A jovem passou por uma cirurgia de emergência para conter o sangramento e dar início ao delicado processo de reconstrução do couro cabeludo. Apesar da severidade do trauma, o estado de saúde da paciente é considerado estável.

Saiba o que é escalpelamento

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Em meio ao cotidiano das comunidades ribeirinhas da Amazônia, um perigo silencioso ainda persiste: o escalpelamento. O acidente, que atinge principalmente mulheres de cabelos longos, ocorre quando o couro cabeludo é arrancado violentamente ao entrar em contato com o eixo giratório exposto dos motores de embarcações. Em poucos segundos, a vítima sofre lesões graves e marcas que perduram física e psicologicamente.

A recente nota técnica “Menina, mulher e ribeirinha da Amazônia paraense e o acidente em embarcações com escalpelamento”, divulgada pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), expõe a dimensão do problema e a atuação das políticas públicas no enfrentamento da tragédia.

Segundo os dados levantados, os casos estão concentrados nos estados do Pará, Amapá e Amazonas — regiões cortadas por extensas redes hidrográficas, onde o uso de embarcações é imprescindível. Com uma área de 8 milhões de km² e abrigando 20% da água doce superficial do planeta, a Amazônia obriga os moradores de suas margens a navegarem rotineiramente por rios como o Amazonas, Xingu e Tapajós, únicos caminhos de acesso em muitas localidades.

O ano de 2009 marcou negativamente a luta contra o escalpelamento. Momento em que o Pará registrou o mais alto índice de casos desse tipo de acidente, com 22 vítimas. Mas foi neste mesmo ano que também tudo mudou, a partir da criação da lei federal de proteção e atenção às vítimas de acidente de escalpelamento. A norma foi criada determinando a obrigatoriedade no uso de proteção do eixo do motor e de partes móveis de embarcações. No ano seguinte, outra lei reforçou a luta, estabelecendo o dia 28 de agosto como o Dia Nacional de Combate e Prevenção ao Escalpelamento.

De 2009 a 2022, a Marinha implantou 5.339 eixos de cobertura de embarcações. A instalação da cobertura do eixo nas pequenas embarcações é um procedimento crucial pela sua eficácia na erradicação dos acidentes com escalpelamento. Vários outros órgãos ancoram serviços e ações para o enfrentamento aos acidentes com escalpelamento.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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