Festival de Parintins 2026: Caprichoso encerra apresentações exaltando a identidade e a resistência dos povos da Amazônia
Na última noite do festival, boi azul levou à arena o espetáculo “Norte Brasil – Chão de Bravos”, reunindo lendas amazônicas, tradições populares, rituais indígenas e homenagens marcantes.

Imagens: Alex Gomes, Edson Aquino / Secom e Victor Levy / SSP-AM
Resumo:
- Tema: Caprichoso encerrou o festival com o espetáculo “Norte Brasil – Chão de Bravos”.
- Destaques: Apresentação reuniu lendas amazônicas, figuras típicas, Auto do Boi e ritual indígena.
- Homenagem: Evolução do boi relembrou o ex-tripa Markinho Azevedo, falecido em 2023.
- Encerramento: Bumbá concluiu sua narrativa sobre ancestralidade, cultura e preservação dos saberes amazônicos.
Notícias de Parintins – O Boi Caprichoso encerrou sua participação no 59º Festival Folclórico de Parintins, na noite deste domingo (28), levando para o Bumbódromo o espetáculo “Norte Brasil – Chão de Bravos”.
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A apresentação destacou a força cultural da Região Norte, valorizando a memória, a identidade amazônica e os saberes tradicionais preservados pelos povos da floresta.
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Imagens: Alex Gomes, Edson Aquino / Secom e Victor Levy / SSP-AM
Quais foram os momentos de destaque?
Antes mesmo da entrada oficial na arena, o tripa Edson Azevedo ressaltou a preparação da equipe para a última noite da disputa e demonstrou confiança no desempenho do boi azul.
Logo no início da evolução, o Caprichoso prestou uma homenagem ao ex-tripa Markinho Azevedo. Uma estrela com a imagem do artista foi exibida no Bumbódromo em reconhecimento à sua trajetória. Markinho morreu em dezembro de 2023, aos 59 anos.
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Imagens: Alex Gomes, Edson Aquino / Secom e Victor Levy / SSP-AM
Quais alegorias marcaram a apresentação?
O espetáculo foi composto por diferentes quadros que exaltaram a cultura amazônica.
Entre os destaques estiveram:
- Lenda Amazônica: “Nhaçã Hekã – Macacos Comedores de Gente”, inspirada em narrativas da Ilha do Bananal, com a participação da cunhã-poranga Marciele Albuquerque;
- Figura Típica Regional: “As Farinheiras da Amazônia”, homenagem às mulheres que preservam a produção artesanal da farinha de mandioca, com a entrada da Rainha do Folclore, Cleise Simas;
- Auto do Boi Brasileiro: representação dos personagens Pai Francisco e Mãe Catirina, símbolos da tradição do Bumba Meu Boi;
- Ritual Indígena: encenação inspirada no processo de iniciação xamânica do povo Xikrin Mebêngôkre, encerrando o espetáculo.

Imagens: Alex Gomes, Edson Aquino / Secom e Victor Levy / SSP-AM
Como o público avaliou a apresentação?
Entre os torcedores presentes no Bumbódromo, a parintinense Maria Auxiliadora Fernandes destacou a emoção de acompanhar as três noites de apresentações do Caprichoso.
Segundo ela, o boi azul realizou um espetáculo consistente e emocionante ao longo da disputa.

Imagens: Alex Gomes, Edson Aquino / Secom e Victor Levy / SSP-AM
Contexto regional
O Caprichoso encerrou o Festival de Parintins 2026 concluindo uma narrativa construída durante as três noites de apresentações. O projeto artístico do bumbá percorreu temas ligados à origem do boi-bumbá, à ancestralidade indígena e à valorização da cultura amazônica, reafirmando elementos que fazem do festival um dos maiores espetáculos culturais do Brasil.

Imagens: Alex Gomes, Edson Aquino / Secom e Victor Levy / SSP-AM

Imagens: Alex Gomes, Edson Aquino / Secom e Victor Levy / SSP-AM

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