Acusado injustamente, morador é inocentado pela polícia no caso da morte de comerciante em Manaus
Marcas de sangue deixadas por um dos criminosos em sua motocicleta levaram à suspeita inicial da polícia.
- Foto: Caio Guarlotte / Portal AM POST
Resumo
A Polícia Civil esclareceu que o homem conhecido como “Tuco”, conduzido à delegacia após o latrocínio que matou o comerciante Evilázio Alves da Silva em Manaus, não possui envolvimento com o crime. Segundo a investigação, ele estava próximo ao local e forneceu informações que ajudaram na identificação dos suspeitos, que teriam invadido o mercadinho em busca de R$ 120 mil.
Notícias policiais – O homem conhecido como “Tuco”, que chegou a ser apontado nas redes sociais como suspeito de envolvimento no latrocínio que matou o comerciante Evilázio Alves da Silva, de 60 anos, foi inocentado pela Polícia Civil do Amazonas. O esclarecimento foi feito nesta sexta-feira (5) pelo delegado Fernando Damasceno, adjunto da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), durante coletiva de imprensa sobre o caso.
Segundo a autoridade policial, o morador foi apenas conduzido para prestar esclarecimentos no dia do crime e não teve qualquer participação na ação criminosa que terminou com a morte do comerciante no bairro São José Operário, Zona Leste de Manaus.
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A declaração da polícia reforça a versão apresentada pelo próprio homem logo após o crime, quando afirmou ser inocente e não possuir ligação com os assaltantes. Algumas pessoas gritavam ‘assassino’ ao vê-lo algemado.
Morador foi confundido após vestígios de sangue em motocicleta
A suspeita inicial surgiu porque marcas de sangue foram encontradas em uma motocicleta estacionada próxima ao local do crime. A situação levou equipes policiais a conduzirem o proprietário do veículo à delegacia para esclarecimentos.
No entanto, as investigações posteriores descartaram qualquer envolvimento dele na ocorrência.
De acordo com Fernando Damasceno, um dos criminosos passou próximo à motocicleta durante a fuga e acabou deixando vestígios de sangue no veículo, o que gerou a suspeita inicial.
“Essa pessoa não foi presa, ela foi conduzida para a delegacia. Ele estava nas proximidades, a moto dele estava estacionada e um desses meliantes passou e encostou na moto e ficou um rastro de sangue. Inclusive ele é um morador das proximidades, deu algumas informações sobre características físicas dos autores que nos ajudaram a identificá-los”, explicou o delegado.
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Com o avanço das investigações, a polícia concluiu que o homem não apenas era inocente, como também colaborou com a identificação dos responsáveis pelo crime.
Assaltantes buscavam R$ 120 mil no mercadinho
As investigações apontam que o latrocínio foi motivado pela informação de que aproximadamente R$ 120 mil estariam guardados no mercadinho pertencente a Evilázio Alves da Silva.
Segundo a Polícia Civil, os criminosos receberam a informação sobre a suposta quantia e planejaram o assalto para roubar o dinheiro.
Na tarde de terça-feira (2), o grupo invadiu o estabelecimento comercial, rendeu clientes e funcionários e passou a exigir o valor que acreditava estar armazenado no local.
Durante a ação criminosa, o comerciante acabou sendo baleado na cabeça e morreu em decorrência dos ferimentos.
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Um suspeito confessou o crime
As investigações identificaram Luiz Fernando Branches do Nascimento como o autor do disparo fatal. Ele foi preso posteriormente na Zona Norte de Manaus e confessou participação no latrocínio.
A polícia também prendeu Andeson da Silva Alves, de 39 anos, apontado como responsável por auxiliar os criminosos na fuga após o crime.
Outros dois investigados continuam sendo procurados pelas autoridades: João Victor Gomes da Silva e Rawlison Oliveira Pampolha.
Leia mais: Criminosos mataram comerciante Evilázio ao procurar R$ 120 mil em mercadinho de Manaus, diz polícia
Segundo a Polícia Civil, Rawlison é considerado um criminoso de alta periculosidade e possui três mandados de prisão em aberto, além de antecedentes por participação em diversos roubos na capital amazonense.
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Polícia continua busca por foragidos
Apesar dos avanços nas investigações, a DEHS segue realizando diligências para localizar os dois suspeitos que permanecem foragidos.
A polícia pede que qualquer informação sobre o paradeiro dos investigados seja repassada pelos números 181, da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), ou 197, da Polícia Civil.
As denúncias podem ser feitas de forma anônima.
O caso continua sob investigação e a polícia trabalha para esclarecer todos os detalhes da ação criminosa que resultou na morte do comerciante e gerou forte repercussão entre moradores da Zona Leste de Manaus.
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