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Polícia

Advogada de Deolane é suspeita de usar CPFs de pessoas mortas em jogos de azar

Adélia Soares foi indiciada por crimes de falsidade ideológica e associação criminosa.

Por Natan AMPOST

16/09/2024 às 14:32

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) indiciou a advogada Adélia de Jesus Soares, conhecida por sua participação no Big Brother Brasil 2016, pelos crimes de falsidade ideológica e associação criminosa. Segundo as investigações, Adélia, que também é dona de um escritório de advocacia em São Paulo, teria se associado a um grupo de origem chinesa para abrir empresas de fachada com o objetivo de viabilizar a exploração ilegal de jogos de azar no Brasil. O caso, que envolve a movimentação bilionária de recursos, agora tramita na Justiça Federal.

De acordo com a PCDF, Adélia facilitou a criação de uma empresa chamada Playflow, que atuava como fachada para operações ilícitas envolvendo apostas online. A estrutura do esquema permitia que os apostadores realizassem transações financeiras por meio de plataformas digitais, enquanto o grupo criminoso se beneficiava da exploração de jogos de azar. Essas atividades são proibidas pela legislação brasileira.

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Esquema Complexo e Movimentação Bilionária

As investigações revelaram a complexidade do esquema criminoso. Ao todo, foram utilizados 546 CPFs falsos durante as transações financeiras, inclusive documentos pertencentes a pessoas falecidas, crianças e até identidades fictícias. Em um período de apenas 14 dias, o grupo movimentou R$ 2,5 bilhões. Grande parte desse valor foi transferido para o exterior através de casas de câmbio ilegais, sem o devido controle do Banco Central.

A Playflow operava como uma plataforma de apostas, onde os usuários realizavam pagamentos via PIX para participarem de jogos online. Após a confirmação do pagamento, a empresa recebia os valores e os enviava para uma espécie de “banco paralelo”, muitas vezes não regulamentado pelo Banco Central. O dinheiro era então encaminhado para casas de câmbio, que, por sua vez, transferiam os valores para fora do Brasil. Todo esse processo era facilitado pela utilização dos CPFs falsificados, o que dificultava a identificação dos verdadeiros responsáveis pelas operações.

A descoberta do esquema teve início de forma inusitada. Um funcionário de limpeza de uma delegacia do Distrito Federal foi vítima de um golpe no valor de R$ 1,8 mil, que foi transferido de sua conta para a da Playflow. A partir da denúncia do funcionário, a Polícia Civil iniciou uma investigação que acabou revelando toda a rede criminosa.

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Investigação Aponta Irregularidades na Criação da Empresa

O delegado Erick Sallum, responsável pelo inquérito, destacou que Adélia Soares utilizou documentos falsos para abrir a Playflow. Segundo o delegado, uma série de irregularidades foram detectadas no processo de constituição da empresa, especialmente no que diz respeito ao uso de documentos de outras empresas estrangeiras, que não foram devidamente traduzidos ou apostilados, conforme exigido pela legislação brasileira.

“Foram juntados uma série de documentos de outras empresas estrangeiras, documentos não traduzidos. Para uma empresa estrangeira funcionar no Brasil, há uma série de regulamentações: o contrato precisa ser traduzido por tradutor juramentado e apostilado. Nada disso foi feito”, explicou o delegado.

Além disso, os documentos utilizados pela advogada para a abertura da Playflow não seguiram as normativas legais para que empresas estrangeiras atuem no Brasil, o que agravou ainda mais a sua situação perante a Justiça.

O caso, agora sob responsabilidade da Justiça Federal, deve ter desdobramentos significativos nos próximos meses, com a expectativa de novas denúncias e possíveis prisões relacionadas ao esquema. A exploração ilegal de jogos de azar, além de ser uma prática proibida no Brasil, traz graves consequências para a economia do país, já que envolve a sonegação de impostos e movimentações financeiras não regulamentadas.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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