Polícia

Amarildo se diz arrependido por matar Dom e Bruno e afirma à polícia que é um ‘homem simples’

Pelado é suspeito de integrar uma extensa rede criminosa que tem ligações diretas com o tráfico de armas e de drogas.


Redação AM POST*

Ao ser preso, Amarildo da Costa Oliveira, de 41 anos, conhecido como “Pelado”, matador confesso do indigenista Bruno Pereira, de 41, e do jornalista Dom Phillips, 57, no interior do Amazonas, se descreveu como um “homem simples” e “arrependido” pelo duplo homicídio que impactou o mundo.

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Amarildo e seu irmão Oseney Oliveira, o “Dos Santos”, estão presos pelo crime na delegacia de Atalaia do Norte. Foram colocados em celas separadas, mas em companhia de outros presos. Os espaços são pequenos, fétidos e sem ventilação. A esposa de Pelado também foi chamada a depor. Na tarde de ontem, um terceiro homem suspeito de participar dos homicídios, Jeferson da Silva Lima, o Pelado da Dinha, se entregou à polícia.

Pelado é suspeito de integrar uma extensa rede criminosa que vai além do comércio de pirarucus e outras espécies raras de peixes. Seu esquema tem ligações diretas com o tráfico de armas e de drogas.

Antes de assumir a ocultação dos corpos e os tiros que mataram Pereira e Phillips, Pelado chegou a pedir alguma “vantagem” para “esticar mais”, “falar um pouco mais”. A polícia disse que já tinha muitos elementos para responsabilizá-lo. Pelado, então, confessou, contrariado e temeroso de que outros parentes seriam arrastados para a investigação. “A porra da Justiça é foda”, reclamou aos investigadores.

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Para indígenas, investigadores e ribeirinhos ouvidos pela reportagem, entretanto, Pelado é a ponta de uma sofisticada rede criminosa. “Bruno morreu porque protegia os isolados”, disse Beto Marubo, líder indígena. “O roubo de produtos naturais chega a toneladas todos os meses.”

*Com informações da Agência Estado

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