Amauri Gomes é investigado por dois crimes após falha na roda-gigante da Ponta Negra; polícia investiga sabotagem
Segundo o delegado Ivo Martins, a falha técnica afetou apenas a roda-gigante e não atingiu os demais quiosques.
- Reprodução
Notícias de Manaus – O vereador Amauri Gomes foi investigado na noite deste sábado (22/11) por dois crimes — nos artigos 132 e 491 do Código Penal Brasileiro (CPB) — após a parada da roda-gigante recém-inaugurada no Complexo Turístico da Ponta Negra, episódio que gerou tumulto e revolta entre frequentadores. A Polícia Civil apura a hipótese de sabotagem, já que a paralisação ocorreu pouco depois de o parlamentar ter feito uma denúncia pública sobre uma suposta ligação clandestina de energia no equipamento.
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Segundo o delegado Ivo Martins, responsável pelas primeiras apurações, a falha técnica afetou apenas a roda-gigante e não atingiu os demais quiosques e estruturas do complexo. Em coletiva, o delegado informou que a subestação que alimenta a área é única e que a Prefeitura arca com as faturas, mas que a ocorrência só foi registrada na roda-gigante após a intervenção do vereador.
“O que eu posso comprovar é que a subestação que alimenta a Roda-Gigante é a mesma que alimenta todos os quiosques aqui… Agora, eu estou dando só início ao procedimento, estou obtendo as informações e vou fazer o procedimento lá. Mas o objetivo é que a Roda-Gigante só parou depois da intervenção dele. Ele já me falou que não (teve a intenção). Agora eu sei, eu tenho que apurar… Já pedi as imagens também. A ocorrência está em apuração, já está chegando tudo.” — delegado Ivo Martins.
A Prefeitura de Manaus e a equipe técnica do equipamento informaram que todas as pessoas que estavam no brinquedo ou na fila foram retiradas com segurança e que, até o momento, não houve registro de feridos. A administração municipal também afirmou que a instalação da roda-gigante seguiu trâmites legais, com termo de cessão, laudos técnicos e documentação regular, e que o fornecimento de energia do complexo está dentro da legalidade.
O prefeito David Almeida se pronunciou em transmissão ao vivo, classificando o episódio como “cúmulo do absurdo” e defendendo a tese de sabotagem. Em tom contundente, Almeida afirmou que, se comprovada a intenção, tomará medidas administrativas e judiciais contra o vereador:
“O cara faz um vídeo e uma hora depois apaga a luz, só da roda-gigante… Isso é um absurdo — sabotar assim, colocar a vida de pessoas em risco. Nós vamos entrar com representação para que ele responda por esse ato de sabotagem.” — prefeito David Almeida.
População e comerciantes do local reagiram com indignação à presença do parlamentar durante o episódio. Vários vídeos que circulam nas redes mostram frequentadores confrontando o vereador e acusando-o de oportunismo e de ter filmado a cena visando engajamento político. Comerciantes reforçaram que os permissionários do espaço estão ligados a subestações oficiais e que as contas de energia são pagas pela Prefeitura, contrariando as alegações de ligação clandestina levantadas por Amauri Gomes.
Amauri Gomes foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos e, posteriormente, indiciado nos dois artigos mencionados. A defesa do vereador, segundo a Polícia Civil, já afirmou que ele nega intenção de sabotar o equipamento.
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