Polícia

Após negociação com a polícia homem libera família feita refém em Manaus

O homem foi encaminhado para o 6º Distrito Integrado de Polícia (6º DIP).


Redação AM POST

Após cerca de 15 horas de negociação, Isaac de Souza Martins, de 37 anos, liberou nesta segunda-feira (17) sua esposa Rosana de Almeida Fonseca, de 40 anos e os filhos do casal de 7 e 5 anos, que foram feitos refém dentro da própria casa no bairro Mutirão, zona Norte de Manaus.

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De acordo com a Polícia Militar as vítimas estão bem e durante o tempo que manteve a família de refém o homem ameaçava se matar e em nenhum momento ameaçava a vida dos filhos.

Isaac foi encaminhado para o 6º Distrito Integrado de Polícia (6º DIP) para prestar depoimento.

O caso teve início por volta das 22h horas da noite de domingo(17) e seguiu até a tarde de hoje.

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De acordo com o secretário de Segurança Pública, general Carlos Alberto Mansur “foi nomeado um gerente e dois negociadores, que utilizaram a doutrina que prescreve para essa situação de negociação. Conduziram muito bem todo o procedimento. Fruto disso, depois de quinze horas, é normal numa situação. Era a intenção do gabinete de crise, que toda a ação não causasse dano nenhum”, explicou Mansur.

Segundo o coronel Algenor, subcomandante da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), o infrator já tinha passagem no sistema penitenciário, por dois crimes de homicídio e violência doméstica. “Essas informações foram repassadas aos nossos negociadores, gerenciador de crise, e dentro da doutrina do gerenciamento de crise, desenvolvemos uma linha de negociação que culminou no sucesso da rendição do infrator sem que nenhuma vida fosse atingida”, contou.

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Conforme o coronel Klinger Paiva, comandante do Comando de Policiamento Especializado (CPE), o infrator estava querendo exigências que a polícia não podia garantir. “Ele queria que não fosse conduzido, preso ou respondesse pelos crimes que já havia cometido. E não podemos garantir isso, por isso o desenrolar demorado para negociar. Tivemos que acalmar os ânimos para que as coisas não saíssem do controle”, disse.