Atirador confessa que recebeu R$ 3 mil para matar dono de açougue que tinha dívida com agiota em Manaus
Em seu depoimento, o suspeito não expressou reação.
- A Polícia Civil do Amazonas prendeu Enderson Nunes Pereira, acusado de matar o açougueiro Anderson Carlos de Oliveira Teles a tiros em 5 de novembro de 2024, no bairro Educandos, Zona Sul de Manaus.
- O crime teria sido encomendado por Josiel Felipe Gomes, devido a uma dívida de agiotagem supostamente acima de R$ 100 mil, com o atirador recebendo R$ 3 mil pelo homicídio.
- Outros envolvidos, como Diego Barbosa Lopes, que teria dado apoio logístico, também foram presos, e todos responderão por homicídio qualificado e associação criminosa.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: Reprodução/AM Post
Notícias Policiais – Na manhã desta quinta-feira (03), a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), deu detalhes da Operação ‘Debitum’, que prendeu Enderson Nunes Pereira, de 26 anos, suspeito de matar o açougueiro Anderson Carlos de Oliveira Teles, de 29 anos, a tiros em plena luz do dia em 5 de novembro de 2024 na avenida Presidente Kennedy, no bairro Educandos, Zona Sul de Manaus. O acusado revelou as autoridades que recebeu o valor de R$ 3 mil para cometer o crime.
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Conforme o titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), delegado Ricardo Cunha, a morte está relacionada a empréstimos de valores que a vítima não conseguiu quitar com um agiota, e o pistoleiro, Enderson foi contratado para matar o açougueiro.
“É uma investigação que já dura cinco meses. O Anderson Telles, essa vítima, foi morta no dia 5 de novembro de 2024 no bairro de Educandos às 15 horas da tarde. Ele estava na frente do seu açougue quando um atirador se aproximou ali na frente de todo mundo, sem qualquer capuz, sem qualquer disfarce e efetuou diversos disparos ali que levaram à morte daquela vítima ainda no local inclusive com risco de lesionar pessoas inocentes, transeuntes que estavam ali naquele momento, pois tratava-se ali de uma rua muito movimentada. Ele não se intimidou mesmo assim sozinho, na verdade, com apoio de outras pessoas que estavam longe, mas sozinho, se aproximou da vítima e tirou a vida dessa vítima ali no local”, afirmou o delegado.
A autoridade policial afirmou ainda que o suspeito tem passagem criminal e foi contratado pelo valor de R$ 3 mil para executar o homicídio, e que o empresário tinha uma alta dívida com o agiota, que pode passar dos R$ 100 mil.
“Em interrogatório, Enderson relatou que foi contratado por Josiel Felipe Gomes, 25, já preso no dia 13 de março, para cometer o homicídio por R$ 3 mil. O motivo foi foi por conta dessa vítima não honrar ali os seus compromissos. A gente sabe que esses contratos, digamos assim, contratos de agiotagem, são juros absurdos, você não consegue honrar muitas das vezes. Ele foi ameaçado diversas vezes pelo Josiel, ele comenta isso com seus familiares, mas infelizmente a gente não sabe o valor dessa dívida, tá? Já adianto que nós não sabemos, mas supomos aí que era bem acima de R$ 100 mil”, pontuou.
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Ainda no dia 13 de março, a equipe policial prendeu também Diego Barbosa Lopes, 36 anos, na avenida Autaz Mirim, zona leste da cidade. Ele teria dado apoio logístico ao crime, ficando responsável por vigiar a área e alertar sobre a possível chegada da polícia.
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Sendo o último preso envolvido no crime, o atirador, segundo o que afirma Cunha, não esboçou compaixão em seu depoimento ao confessar o crime e dar detalhes do caso.
“Ele é um vigilante não esboçou qualquer tipo de reação inclusive, como eu falei, colaborou aí com as investigações porque é contratado não conhecia a vítima apenas foi contratado ali para execução desse delito. Ele não sabe detalhes da dívida ele só sabe que existe uma dívida entre o Josiel e a vítima, né e aí, nesse cenário de dívidas altíssimas ele foi contratado pelo valor de 3 mil reais pra retirar a vida desse rapaz”, explicou o delegado.
Todos os envolvidos irão responder por homicídio qualificado e associação criminosa. Eles passarão por audiência de custódia e permanecerão à disposição da Justiça.
Confira a coletiva completa:
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