Caso Benício: Justiça mantém sigilo e manda investigar conduta de delegado em Manaus
Decisão também cobra explicações sobre atraso em laudo e reforça proteção de provas sensíveis.
- (Foto: Reprodução )
Resumo
Justiça mantém sigilo no Caso Benício e determina investigação sobre conduta de delegado em Manaus.
Notícias policiais – A Justiça do Amazonas decidiu manter sob sigilo o inquérito que investiga a morte do menino Benício Xavier e determinou a apuração da conduta do delegado responsável pelo caso, em Manaus.
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A decisão foi assinada pelo juiz Fábio César Olintho de Souza, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, que rejeitou o pedido para retirada do sigilo das investigações. Segundo o magistrado, a exposição do caso poderia comprometer o julgamento e causar ainda mais sofrimento à família da vítima.
O caso envolve a morte de Benício Xavier, de 6 anos, ocorrida em novembro de 2025, após atendimento em uma unidade hospitalar da capital amazonense.
Além de manter o sigilo, a Justiça determinou que a conduta do delegado Marcelo Martins seja investigada pela Corregedoria da Polícia Civil e pelo Ministério Público. A medida foi tomada após a defesa de uma das investigadas apontar possível vazamento de informações sigilosas do inquérito.
Delegado segue no caso, mas sob investigação
Apesar das acusações, o juiz decidiu manter o delegado à frente das investigações neste momento. No entanto, ele terá que prestar esclarecimentos sobre pontos considerados sensíveis, incluindo o motivo do atraso no envio de um laudo médico à Justiça.
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A decisão também autoriza a realização de perícias independentes e exige maior transparência na cadeia de custódia das provas, especialmente as digitais.
O magistrado ainda destacou que o caso não pode ser tratado como espetáculo público, alertando para o risco de “contaminação” de futuros jurados e violação da dignidade da vítima.
Pressão e repercussão
O caso tem gerado forte repercussão e embates entre defesa, polícia e Ministério Público. Paralelamente, o MP também chegou a orientar o delegado a evitar entrevistas durante a investigação, como forma de preservar o andamento do processo.
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As investigações seguem em andamento, enquanto a Justiça tenta equilibrar a busca por transparência com a necessidade de preservar a integridade do processo.
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