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Caso Benício: Polícia conclui que criança morreu por erro médico após overdose de adrenalina em hospital de Manaus

Investigação aponta excesso de medicação e indicia médica por homicídio qualificado com dolo eventual.

Por Natan AMPOST

04/05/2026 às 11:18 - Atualizado em 18/06/2026 às 09:43

Resumo


A Polícia Civil concluiu que a morte do menino Benício, de 6 anos, em Manaus, foi causada por erro médico após overdose de adrenalina. Médica foi indiciada por homicídio qualificado.

Notícias policiais – A Polícia Civil do Amazonas concluiu que a morte do menino Benício Xavier de Freitas, de apenas seis anos, ocorreu por erro médico após a administração excessiva de medicamentos. O caso aconteceu em novembro de 2025, em um hospital particular de Manaus, e teve como causa determinante uma overdose de adrenalina.

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Segundo o relatório final da investigação, a criança apresentou piora imediata após a prescrição do medicamento por via intravenosa. O documento destaca que, logo após a administração, o menino passou a apresentar sinais graves, como palidez intensa, olhos protuberantes e queixas de dor.

Médica é indiciada por homicídio qualificado

Com a conclusão do inquérito, a médica Juliana Brasil foi indiciada por homicídio qualificado pelo emprego de veneno, com dolo eventual — quando se assume o risco de causar a morte. Ela também responderá por falsidade ideológica, uso de documento falso e fraude processual.

Leia mais: Médica do Caso Benício estaria vendendo maquiagens enquanto menino morria em Manaus, diz investigação

De acordo com a polícia, a conduta foi considerada incompatível com os protocolos médicos, especialmente pelo uso de uma medicação classificada como de alta vigilância sem a devida checagem.

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Caso começou com quadro simples

O menino deu entrada no Hospital Santa Júlia apresentando um quadro de tosse seca, sem indícios iniciais de gravidade. Ainda assim, houve a prescrição de adrenalina intravenosa — procedimento considerado delicado e que exige rigor técnico.

A aplicação do medicamento foi realizada pela técnica de enfermagem Raiza Bentes. Conforme a investigação, a mãe da criança chegou a questionar a administração da substância, afirmando que o filho nunca havia recebido aquele tipo de medicação na veia.

Reação imediata e morte na UTI

Minutos após a aplicação da adrenalina, o estado de saúde de Benício se agravou rapidamente. Ele foi encaminhado à chamada “sala vermelha”, setor destinado a pacientes em estado crítico.

A criança permaneceu sob cuidados intensivos e foi posteriormente transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde morreu cerca de 14 horas depois.

Investigação reforça alerta sobre protocolos médicos

O caso acende um alerta sobre a importância do cumprimento rigoroso de protocolos médicos, especialmente no uso de medicamentos de alto risco. A Polícia Civil destacou que houve falhas graves na condução do atendimento, desde a prescrição até a administração do fármaco.

Agora, o caso segue para a Justiça, onde a médica deverá responder criminalmente pelas acusações. A família da vítima busca responsabilização e justiça pela morte do menino.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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Nay Potarcio

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