Caso Davi Lucas: Pai e madrasta que deixaram criança em estado vegetativo vão a júri em Manaus
O casal é acusado de maus-tratos e tentativa de homicídio contra o menino de 4 anos.
- Foto: Divulgação
O julgamento de Clayton Augusto Souza do Carmo e Beatriz Rodrigues Matos, acusado de maus-tratos contra o menino Davi Lucas, acontece nesta terça-feira (10), em Manaus. O caso, que ganhou grande repercussão, envolve uma série de agressões que deixaram a criança em estado vegetativo desde junho de 2022. Clayton, pai de Davi Lucas, e Beatriz, madrasta do menino, serão julgados pela gravidade dos atos que chocaram a sociedade.
PUBLICIDADE
O episódio teve início no dia 3 de junho de 2022, quando Davi Lucas foi passar alguns dias na casa de seu pai. A estadia deveria terminar no dia 5 do mesmo mês, mas nesse período o menino sofreu o primeiro episódio de violência. Ele teria engolido uma moeda, que foi expelida acompanhada de sangue.
Apesar do estado debilitado do garoto, Clayton omitiu o ocorrido à mãe da criança e não a devolveu na data combinada. Dias depois, a situação se agravou quando Davi Lucas desmaiou e foi levado ao hospital já em parada cardiorrespiratória. Beatriz afirmou que ele teria caído, mas as investigações apontaram outra realidade.
A demora para buscar atendimento médico emergencial foi determinante para o estado de saúde do menino. Após ser reanimado e entubado, Davi Lucas foi internado na UTI, onde foram constatadas sequelas irreversíveis. Desde então, ele permanece em estado vegetativo.
A mãe de Davi compartilhou nas suas redes sociais que o casal vai à júri popular no Fórum Ministro Henoch da Silva Reis.
Fuga e prisão
Após as agressões e o agravamento do estado de saúde de Davi Lucas, Clayton e Beatriz fugiram, sendo localizados em junho de 2022 em um ramal nas proximidades da rodovia AM-070, em Iranduba, a cerca de 27 quilômetros de Manaus. Ambos foram presos preventivamente, mas posteriormente passaram a responder em liberdade devido ao término do prazo legal da prisão.
No entanto, em abril deste ano, um novo mandado de prisão preventiva foi expedido pela 3ª Vara do Tribunal do Júri e cumprido, trazendo novamente o casal para a custódia da Justiça.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos







