‘Colômbia’ acusado de mandar matar Bruno e Dom fica em silêncio em audiência
A audiência faz parte da etapa de instrução processual, fase em que são colhidas provas orais antes do julgamento.

Foto: reprodução/Rede Amazônica
Resumo
Rubén Dario da Silva Villar, conhecido como “Colômbia”, apontado pelo Ministério Público Federal como mandante dos assassinatos de Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, permaneceu em silêncio durante audiência de instrução realizada nos dias 9 e 10 de fevereiro, em Tabatinga. A Justiça Federal ouviu 13 testemunhas e o processo segue em andamento.
Notícias Policiais – O réu Rubén Dario da Silva Villar, conhecido como “Colômbia”, permaneceu em silêncio durante a audiência de instrução realizada nos dias 9 e 10 de fevereiro na Justiça Federal, na Vara Única da Subseção Judiciária de Tabatinga, a 1.110 quilômetros de Manaus.
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Villar é acusado pelo Ministério Público Federal de ser o mandante dos assassinatos do indigenista Bruno Araújo Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, crimes ocorridos em junho de 2022 na região do Vale do Javari.
Direito constitucional ao silêncio
Segundo informações da Justiça Federal do Amazonas, ao final da fase de depoimentos, a defesa comunicou que o réu exerceria o direito constitucional de não responder às perguntas. O pedido foi acatado pelo juízo, conforme previsto na legislação brasileira.
A audiência faz parte da etapa de instrução processual, fase em que são colhidas provas orais antes do julgamento.
Testemunhas ouvidas
Durante os dois dias de audiência, 13 testemunhas foram ouvidas. No primeiro dia, dez prestaram depoimento — quatro no período da manhã e seis à tarde. Já no segundo dia, das quatro oitivas previstas, três foram realizadas. Uma testemunha deixou de comparecer por motivos de saúde.
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Além de Villar, também responde ao processo Amarildo da Costa de Oliveira, conhecido como “Pelado”, apontado pelas investigações como o autor dos disparos que mataram as vítimas.
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Acusações e investigação
De acordo com a denúncia do MPF, Rubén Villar teria ordenado o crime em razão das fiscalizações ambientais realizadas por Bruno Pereira na região, que teriam afetado interesses ligados à pesca ilegal no Vale do Javari.
A acusação também aponta o suposto envolvimento do réu com tráfico de drogas, uso de documentos falsos e apoio logístico a atividades ilícitas na área de fronteira. Segundo a Polícia Federal, Villar teria fornecido munições, financiado atividades do grupo criminoso e participado da articulação para ocultação dos corpos.
Villar foi preso em junho de 2022, em Tabatinga, por uso de documento falso. Apesar do apelido “Colômbia”, ele possui nacionalidade peruana.
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