Crime organizado usa ‘freiras’ feitas com IA como logotipo em drogas no Amazonas
Carga de skunk foi interceptada durante operação das forças de segurança do Amazonas.
Notícias Policiais – A Polícia Civil e a Polícia Militar do Amazonas anunciaram, nesta quinta-feira (23), a apreensão de mais de 700 quilos de drogas durante uma operação realizada nas proximidades da comunidade do Tupé, em Manaus. Segundo as autoridades, a carga era composta por skunk e representaria um prejuízo estimado em R$ 14 milhões ao crime organizado.
Além da quantidade de entorpecentes, um detalhe nas embalagens chamou a atenção dos investigadores. Os pacotes apresentavam uma imagem estilizada de duas figuras vestidas com trajes semelhantes aos de freiras, usando óculos escuros, correntes e roupas com estampa inspirada em uma grife de luxo. Conforme as autoridades, a arte teria sido gerada por inteligência artificial e utilizada como uma espécie de identificação da carga.
Por que os pacotes de drogas tinham uma imagem feita por inteligência artificial?
De acordo com o secretário de Segurança Pública do Amazonas, coronel Paiva, símbolos estampados nas cargas são utilizados para identificar a quem pertence o entorpecente.
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“É justamente para identificar o consórcio, a quem pertence esse entorpecente. Então, eles fazem consórcio para trazer esses entorpecentes para passar pelos nossos rios e fazer a distribuição”, explicou.
A imagem encontrada nesta apreensão mostra duas figuras com trajes estilizados de freiras, óculos escuros e correntes douradas. Segundo as autoridades, a arte teria sido criada com inteligência artificial e funcionaria como uma identificação visual da carga.
Quanto de droga foi apreendido nos últimos dias no Amazonas?
Segundo o delegado-geral Bruno Fraga, as forças de segurança apreenderam aproximadamente 3,2 toneladas de drogas em três dias.
Desse total, 2,5 toneladas seriam de cocaína. Conforme os cálculos apresentados pelas autoridades, as apreensões anteriores representaram prejuízo de aproximadamente R$ 190 milhões aos narcotraficantes.
Com os 700 quilos de skunk apreendidos na nova operação, estimados em R$ 14 milhões, o impacto financeiro calculado pelas forças de segurança ultrapassa R$ 200 milhões.
O que aconteceu durante a abordagem policial?
Segundo o coordenador da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), Juan Valério, os suspeitos tentaram fugir durante a abordagem e dispararam contra as embarcações policiais.
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Houve confronto e, de acordo com o coordenador, os envolvidos morreram. A ocorrência deverá seguir os procedimentos de apuração aplicáveis a confrontos envolvendo agentes de segurança.
Como a tecnologia ajudou na apreensão?
As forças de segurança afirmam que equipamentos tecnológicos foram utilizados para localizar os suspeitos durante a operação.
Entre os recursos mencionados estão equipamentos de visão termal e binóculos de visão noturna, utilizados pelas equipes durante ações realizadas nos rios e áreas de baixa visibilidade.
Segundo Juan Valério, esses recursos permitiram identificar os suspeitos e auxiliaram a atuação das equipes durante a ocorrência.
Como funciona o combate ao tráfico pelos rios do Amazonas?
As forças de segurança vêm utilizando bases fluviais, embarcações blindadas e sistemas integrados de inteligência para combater o transporte de drogas pelos rios do estado.
A extensa malha hidrográfica do Amazonas representa um desafio para as operações policiais, já que embarcações podem utilizar diferentes rotas para transportar cargas ilícitas.
A região do Tupé está inserida em uma área onde o deslocamento fluvial tem papel central para comunidades e para as operações de segurança pública. O reforço da fiscalização nos rios busca interceptar cargas antes que os entorpecentes cheguem à área urbana de Manaus ou sejam encaminhados para outras regiões do país.
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