Criminoso matou biomédico para roubar dinheiro dele por meio de Pix, diz Polícia Civil
Ele confessou que se aproximou da vítima por interesse.
- (Foto: Divulgação)
A delegada Marília Campelo, adjunta da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) disse em coletiva de imprensa que Vinicius Heiringer dos Santos, de 23 anos, teria matado o biomédico Arthur Fagner para roubar dinheiro dele por meio de transferências do celular da vítima por Pix.
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Em depoimento à DEHS, o suspeito detalhou e assumiu o delito cometido por ele e possivelmente por outras pessoas.
“Pelas nossas investigações nós conseguimos concluir que o Vinícius é o mentor intelectual desse crime, além de ter participado da execução. Esse crime foi premeditado, é um latrocínio. A intenção dele era roubar, era transferir valores da conta dessa vítima para a dele. Se esses valores foram ou não transferidos nós vamos ter a certeza com a medida judicial da quebra do sigilo bancário”, disse a delegada.
“Ele diz que não conseguiu transferir esses valores porque depois que a vítima estava morta, ele não conseguiu mais desbloquear o aparelho telefônico de Arthur”, completou.
A delegada também aponta que o suspeito deve ter contado com ajuda de alguém. “O Vinícius chega 21h no primeiro bar em que esse grupo de amigos da vítima estava e naquele momento ele passa a premeditar esse crime pelo que nós coletamos. Possivelmente não agiu sozinho mas isso vai ser esclarecido no decorrer das investigações”, contou.
“O Vinícius sai com essa vítima, os amigos recomendam para levar Arthur em casa, porque ele estava sóbrio e a vítima alcoolizada. Ele sai da casa de show na Avenida do Turismo, desvia o caminho para a estrada da praia dourada e comete esse deleito. A camisa dele foi encontrada no pescoço dessa vítima, há golpes de arma branca, não sabemos se é faca, punhal, estilete. Depois ele fica com a moto da vítima”, explicou.
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A prisão de Vinícius Heringuer ocorreu pela Polícia Civil na casa em que ele morava nessa segunda-feira (26), na Zona Norte de Manaus.
As investigações ainda não terminaram, mas de acordo com a PC, o caso trata-se de um latrocínio. Ainda há suspeitas de que outras pessoas possam estar envolvidas no crime.
Vinícius já está à disposição da Justiça do Amazonas e se condenado por latrocínio, ele pode pegar até 30 anos de prisão.
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