Defesa de Anabela Cardoso diz que ela foi presa de forma equivocada durante operação que desarticulou ‘núcleo político’ do CV em Manaus
Defesa contesta suspeitas e afirma que patrimônio é compatível com a renda da policial.

(Foto: AM POST)
Resumo
Defesa de Anabela Cardoso afirma que prisão na Operação Erga Omnes é “equívoco enorme” e diz que investigadora pode comprovar origem lícita dos bens.
Notícias policiais – O advogado San Barbosa, que atua na defesa da ex-chefe de gabinete do prefeito David Almeida e investigadora da Polícia Civil, Anabela Cardoso, classificou como “equívoco enorme” a prisão dela durante a Operação Erga Omnes, deflagrada pela Policia Civil do Amazonas na última sexta-feira (20), para desarticular um suposto “núcleo político” ligado à facção Comando Vermelho.
Anabela, que atuava como investigadora na Polícia Civil do Amazonas está entre os 14 presos na operação, que cumpriu mandados no estado e em outras seis unidades da federação. A ação também resultou na apreensão de carros de luxo, dinheiro em espécie e documentos. Nove investigados seguem foragidos, incluindo o apontado líder do grupo.
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San Barbosa afirmou que a prisão preventiva não se sustenta diante dos elementos que serão apresentados no processo.
“A defesa nega todas as acusações que estão sendo reportadas pela autoridade policial. Acreditamos inclusive que isso aconteceu de forma muito prematura e equivocada nesse momento. Até hoje não foi franqueado acesso a defesa ao inquérito policial. Ela não possui nenhuma vinculo com as pessoas que estão sendo investigadas além de Elcir que realizava prestação de serviço de compra de passagens para ela, apenas isso“, disse.
Investigação começou após apreensão de drogas
A Operação Erga Omnes teve origem na apreensão de cerca de 500 tabletes de maconha do tipo skunk, além de armas, embarcações e um veículo supostamente utilizados no transporte de entorpecentes em Manaus. A partir desse flagrante, a polícia ampliou as investigações e identificou indícios de uma estrutura organizada com atuação dentro de órgãos públicos.
De acordo com a apuração, o chamado “núcleo político” seria formado por pessoas com influência ou cargos públicos que atuariam como facilitadores da organização criminosa. A estrutura, segundo a polícia, utilizava empresas de fachada nos setores de transporte e logística para ocultar recursos e viabilizar a movimentação de drogas, inclusive com aquisição no exterior.
As empresas investigadas teriam movimentado cerca de R$ 1,5 milhão diretamente para a facção, com estimativa de circulação total que pode alcançar R$ 70 milhões desde 2018.
Allan Kleber Bezerra Lima, é apontado pela polícia como líder da organização criminosa e está foragido. Segundo as investigações, o suspeito se apresentava como evangélico e frequentava uma igreja no bairro Zumbi dos Palmares, na zona Leste de Manaus, estratégia usada para despistar a atuação policial.
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A defesa nega qualquer envolvimento de Anabela Cardoso com Allan e que não repassou nem um valor para ele. “Esses valores não ocorreram para essa pessoa que está sendo dita como líder dessa organização criminosa. Esses valores correspondem a uma pessoas específico onde é relacionado a compra de passagens e tem como ser comprovado“, declarou.
Defesa prepara documentos e medidas judiciais
San Barbosa informou que a defesa deve apresentar declarações patrimoniais, comprovantes fiscais e outros documentos para demonstrar que o patrimônio atribuído à policial é compatível com seus rendimentos. Ele também afirmou que não há participação dela em organização criminosa ou esquema de lavagem de dinheiro.
San Barbosa também negou qualquer participação do prefeito David Almeida ou prefeitura de Manaus em relação a isso.
Sobre o uso da operação como perseguição política, ele destcar: “Sem sombra de dúvidas tudo pode acontecer mas eu não vou ser prematuro na minha fala conforme a acusação está sendo em confirmar isso nesse momento“.
O caso segue em investigação, e a responsabilização dos envolvidos dependerá da análise das provas reunidas ao longo da instrução processual.
De acordo com a defesa, Anabela Cardoso, passou por audiência e custódia e segue presa.
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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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