Defesa diz que arma usada em vídeos do “Bonde dos Mauricinhos” era de vigilante da empresa do pai de um dos jovens em Manaus
Advogado alega que vídeos divulgados dos jovens fazem arruaça nas ruas da capital são antigos.
- Foto: Reprodução
O advogado Elci Simões, responsável pela defesa de Marcus Vinícius Mota, um dos integrantes do “Bonde dos Mauricinhos”, filmado fazendo arruaça nas ruas de Manaus, declarou que a arma em que eles aparecem atirando para o alto pertencia a um vigia que trabalhava para uma das empresas do pai de um dos rapazes envolvidos no caso. Os suspeitos são filhos de grandes empresários da capital, conforme a Polícia Civil.
“A arma usada ficava com um vigia de uma das empresas de um dos pais dos garotos”, contou.
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Segundo o advogado, o vídeo amplamente divulgado nas redes sociais e na imprensa é antigo, gravado há cerca de dois anos, quando seu cliente ainda era menor de idade. O caso envolve um grupo de jovens filhos de grandes empresários da capital, que aparece em gravações cometendo atos de vandalismo e comportamentos considerados reprováveis em áreas públicas da cidade.
De acordo com a defesa, o material em questão foi gravado durante um período em que Marcus Vinícius ainda não havia atingido a maioridade, o que, segundo Elci Simões, alteraria o enquadramento jurídico do caso.
“Se o crime fosse apurado na época, seria ato infracional porque ele era menor de idade. São vídeos antigos de um grupo de jovens garotos, que não comuns, como quaisquer outros jovens que fazem bobagem na adolescência. Embora sejam atos reprováveis, eles têm No momento adequado, podemos explicar como tudo aconteceu e em que circunstâncias esses vídeos foram gravados”, esclareceu o advogado.
Elci Simões também criticou a imprensa na divulgação do caso, afirmando que os fatos estão sendo distorcidos e apresentados de maneira exagerada. O advogado citou, por exemplo, um momento específico do vídeo em que os jovens são vistos jogando um líquido em pessoas enquanto passam de carro. Segundo ele, a imprensa teria reportado o ato como sendo um ataque contra moradores de rua, mas essa não seria a realidade dos fatos.
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“Em conversa com Marcus Vinícius, ele me contou que, naquele dia, eles estavam saindo de uma festa conhecida como PUMP, onde os participantes se sujam com tinta. Enquanto dirigiam pela rua, eles brincavam com amigos que também estavam no local e jogaram água neles”, afirmou Simões, sugerindo que a ação foi mal interpretada. No entanto, quando confrontado por jornalistas, que apontaram que as pessoas atingidas pelo líquido estavam aparentemente dormindo nas calçadas, o advogado não apresentou mais explicações detalhadas.
O caso ganhou notoriedade após os vídeos dos “mauricinhos” serem divulgados, provocando grande repercussão pública e indignação nas redes sociais. O comportamento dos jovens, que incluem cenas de vandalismo e atitudes consideradas humilhantes para com transeuntes, levantou discussões sobre o privilégio e a impunidade associados a determinados grupos sociais.
A Polícia Civil do Amazonas solicitou a prisão preventiva dos envolvidos depois que o prazo para a entrega voluntária, que se encerrava às 23h59 de segunda-feira (21/10), não foi cumprido. O grupo compareceu ao 1º DIP na noite de terça-feira (22/10) para prestar esclarecimentos, mas o delegado presente não pôde atendê-los no momento.
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