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Delegada afirma que professor de jiu-jitsu tratava adolescentes como “produto” e oferecia vítimas a patrocinadores em Manaus

Sete vítimas já foram identificadas.

Por Beatriz Silveira

06/07/2026 às 16:06

Foto: Reprodução

Resumo

  • Novo foco da investigação: Empresários e patrocinadores ligados a Carlos Holanda estão sendo investigados.
  • Vítimas: Sete adolescentes já foram identificadas pela polícia.
  • Modo de agir: Segundo a DEPCA, o suspeito oferecia vantagens esportivas para se aproximar das vítimas.
  • Defesa: Carlos Holanda nega os crimes e afirmou ser inocente.

Notícias Policiais – A prisão do lutador e professor de jiu-jitsu Carlos Holanda, de 47 anos, acusado de estupro de vulnerável, trouxe novos detalhes sobre o modo de agir investigado pela polícia.

Segundo a delegada Mayara Magna, da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), o suspeito teria explorado adolescentes e envolvido outras pessoas nos crimes.

Em um dos casos investigados, uma vítima teria sido obrigada a produzir conteúdo sexual destinado a um empresário.

“Estamos investigando também os empresários e outras pessoas que colaboraram com ele”, afirmou a delegada.

Por que empresários e patrocinadores estão sendo investigados?

Conforme a Polícia Civil, Carlos Holanda teria oferecido vítimas a pessoas ligadas ao grupo de patrocinadores e empresários que mantinham contato com ele.

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“Ele chegava a mencionar que tinha meninas novas. Isso para ele era comum”, afirmou Mayara Magna.

Segundo a delegada, os investigados teriam se aproveitado da vulnerabilidade das adolescentes.

“Esses patrocinadores, infelizmente, abusadores também, que vão responder pelos crimes, acabavam se aproveitando dessas vulnerabilidades dessas vítimas”, declarou.

A polícia agora busca identificar todos os envolvidos e esclarecer a participação de cada pessoa na suposta rede investigada.

Quantas vítimas de Carlos Holanda foram identificadas?

Até o momento, sete vítimas foram identificadas.

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A polícia, no entanto, acredita que o número pode ser maior.

Segundo Mayara Magna, há informações de que outras possíveis vítimas ainda têm medo de procurar a delegacia.

“Nós temos informações que algumas vítimas estão com medo de vir até aqui, por tudo que ele poderia fazer, porque ele é um cara, em tese, influente”, afirmou.

De acordo com a delegada, Carlos Holanda teria utilizado a posição de professor e os contatos no meio esportivo para intimidar e minimizar a gravidade das acusações.

Como Carlos Holanda se aproximava das adolescentes?

As vítimas relataram à polícia que o professor oferecia vantagens relacionadas ao esporte.

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Entre as promessas estavam kimonos e o pagamento de inscrições em competições de jiu-jitsu.

“Prometia kimonos, prometia pagar inscrições e acabava levando essas adolescentes para motéis, onde cometia os abusos”, disse Mayara Magna.

Leia também: Omar Aziz e Eduardo Braga entram na mira do MP por supostos abusos de poder e propaganda eleitoral antecipada

Segundo a investigação, as vantagens esportivas eram utilizadas para conquistar a confiança e ampliar a influência do suspeito sobre as adolescentes.

Polícia investiga suposta rede de exploração de adolescentes?

Sim. Conforme a polícia, a investigação apura a existência de uma rede de exploração envolvendo as vítimas.

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A delegada afirma que Carlos Holanda tratava as adolescentes como “produto” e as oferecia a pessoas que integravam sua suposta clientela.

A apuração busca identificar empresários, patrocinadores e outras pessoas que possam ter participado ou se beneficiado da exploração.

No meio esportivo, o caso também chama atenção para relações de poder entre professores e atletas adolescentes. Segundo a investigação, a posição ocupada pelo suspeito teria sido utilizada para conquistar a confiança das vítimas e mantê-las em silêncio.

O que Carlos Holanda disse sobre as acusações?

Carlos Holanda nega os crimes. Segundo a delegada, durante o procedimento policial, o lutador permaneceu em silêncio. Diante da imprensa, no entanto, afirmou ser inocente.

“Eu ainda questionei o motivo dele ter fugido, já que dizia ser inocente, e ele não respondeu”, declarou Mayara Magna.

As investigações continuam e a polícia trabalha para identificar outras possíveis vítimas e pessoas envolvidas no caso.

 

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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