Delegada afirma que professor de jiu-jitsu tratava adolescentes como “produto” e oferecia vítimas a patrocinadores em Manaus
Sete vítimas já foram identificadas.

Foto: Reprodução
Resumo
- Novo foco da investigação: Empresários e patrocinadores ligados a Carlos Holanda estão sendo investigados.
- Vítimas: Sete adolescentes já foram identificadas pela polícia.
- Modo de agir: Segundo a DEPCA, o suspeito oferecia vantagens esportivas para se aproximar das vítimas.
- Defesa: Carlos Holanda nega os crimes e afirmou ser inocente.
Notícias Policiais – A prisão do lutador e professor de jiu-jitsu Carlos Holanda, de 47 anos, acusado de estupro de vulnerável, trouxe novos detalhes sobre o modo de agir investigado pela polícia.
Segundo a delegada Mayara Magna, da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), o suspeito teria explorado adolescentes e envolvido outras pessoas nos crimes.
Em um dos casos investigados, uma vítima teria sido obrigada a produzir conteúdo sexual destinado a um empresário.
“Estamos investigando também os empresários e outras pessoas que colaboraram com ele”, afirmou a delegada.
Por que empresários e patrocinadores estão sendo investigados?
Conforme a Polícia Civil, Carlos Holanda teria oferecido vítimas a pessoas ligadas ao grupo de patrocinadores e empresários que mantinham contato com ele.
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“Ele chegava a mencionar que tinha meninas novas. Isso para ele era comum”, afirmou Mayara Magna.
Segundo a delegada, os investigados teriam se aproveitado da vulnerabilidade das adolescentes.
“Esses patrocinadores, infelizmente, abusadores também, que vão responder pelos crimes, acabavam se aproveitando dessas vulnerabilidades dessas vítimas”, declarou.
A polícia agora busca identificar todos os envolvidos e esclarecer a participação de cada pessoa na suposta rede investigada.
Quantas vítimas de Carlos Holanda foram identificadas?
Até o momento, sete vítimas foram identificadas.
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A polícia, no entanto, acredita que o número pode ser maior.
Segundo Mayara Magna, há informações de que outras possíveis vítimas ainda têm medo de procurar a delegacia.
“Nós temos informações que algumas vítimas estão com medo de vir até aqui, por tudo que ele poderia fazer, porque ele é um cara, em tese, influente”, afirmou.
De acordo com a delegada, Carlos Holanda teria utilizado a posição de professor e os contatos no meio esportivo para intimidar e minimizar a gravidade das acusações.
Como Carlos Holanda se aproximava das adolescentes?
As vítimas relataram à polícia que o professor oferecia vantagens relacionadas ao esporte.
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Entre as promessas estavam kimonos e o pagamento de inscrições em competições de jiu-jitsu.
“Prometia kimonos, prometia pagar inscrições e acabava levando essas adolescentes para motéis, onde cometia os abusos”, disse Mayara Magna.
Segundo a investigação, as vantagens esportivas eram utilizadas para conquistar a confiança e ampliar a influência do suspeito sobre as adolescentes.
Polícia investiga suposta rede de exploração de adolescentes?
Sim. Conforme a polícia, a investigação apura a existência de uma rede de exploração envolvendo as vítimas.
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A delegada afirma que Carlos Holanda tratava as adolescentes como “produto” e as oferecia a pessoas que integravam sua suposta clientela.
A apuração busca identificar empresários, patrocinadores e outras pessoas que possam ter participado ou se beneficiado da exploração.
No meio esportivo, o caso também chama atenção para relações de poder entre professores e atletas adolescentes. Segundo a investigação, a posição ocupada pelo suspeito teria sido utilizada para conquistar a confiança das vítimas e mantê-las em silêncio.
O que Carlos Holanda disse sobre as acusações?
Carlos Holanda nega os crimes. Segundo a delegada, durante o procedimento policial, o lutador permaneceu em silêncio. Diante da imprensa, no entanto, afirmou ser inocente.
“Eu ainda questionei o motivo dele ter fugido, já que dizia ser inocente, e ele não respondeu”, declarou Mayara Magna.
As investigações continuam e a polícia trabalha para identificar outras possíveis vítimas e pessoas envolvidas no caso.
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