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Delegada conta detalhes de como Gil Romero matou jovem grávida e se livrou do filho que renegava em Manaus; confira

O bebê, já morto, foi colocado dentro de um saco de estopa e jogado no rio Negro.

  • Por AM POST

  • 10/08/2023 às 17:48

  • Atualizado em 11/08/2023 às 11:31

  • Leitura em cinco minutos

O vigilante, Gil Romero Machado Batista, 41, preso suspeito de matar com requintes de crueldade a jovem Débora da Silva Alves, que tinha 18 anos e estava grávida de oito meses de um filho dele em Manaus, contou em interrogatório a Polícia Civil do Amazonas detalhes de cometeu o crime. O corpo da vítima foi encontrado carbonizado, em avançado estado de decomposição, dentro de um camburão, no último dia 3 de agosto em uma área de mata localizada próximo ao Parque Mauá, no bairro Mauzinho, na zona leste de Manaus.

Durante coletiva de imprensa, realizada na tarde desta quinta-feira (10), delegada Débora Barreiros, adjunta da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), que realizou o interrogatório, contou detalhes de como o homem cometeu o crime com a ajuda de José Nilson Azevedo da Silva, conhecido como ‘Nego’, que já está preso.

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Segundo a delegada, os dois tiveram um caso extraconjugal, pois o homem era casado, e a jovem acabou engravidando. Contudo, Romero não aceitou a gestação e chegou dar remédio para Débora abortar, mas o medicamento não funcionou e a vítima decidiu levar a gestação até o final mas os dois romperam e ele cometeu o crime.

O Gil Romero decide atrair a Débora até o local [uma na usina onde ele trabalhava], para tratarem sobre a questão da paternidade, dentro do carro, já na usina estacionados, eles começam a discutir porque no dizer dele ‘ela já estava demais’. Ela já tinha recebido R$500, ele já tinha pago alguns exames, mas ela, estando demais, queria que ele assumisse a paternidade e que desse objetos para a criança como berço e utensílios que os bebes precisam e ele dizia que era uma absurdo porque ele nem tinha feito exame de DNA e essa criança poderia ser de qualquer pessoa“, disse.

Ele saiu do carro após ter agredido ela fisicamente, no momento em que a gente entende em que ela ficou desacordada, virou para o ‘Nego’ e disse: ‘tu garante?’, no que ele falou: ‘garanto’. Pegaram uma corda que estava na picape dirigida pelo ‘Nego’, voltaram ao carro. O Gil Romero sentou-se no banco de trás do Honda Civic em que ele estava ele disse que o ‘Nego’ então disse: ‘ela é uma mulher e está grávida’. E aí ele disse que puxaria primeiro e começou a moça pelo pescoço com aquela corda, ela estrebuchou lutando pela vida, ele então disse que viu que tinha feito uma besteira, no dizer dele, abriu a porta do veículo e o ‘Nego’ disse: ‘começou vamos finalizar’. Pisou no peito dela e com a corda no pescoço finalizaram o estrangulamento“, contou.

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O bebê
Conforme a delegada, o corpo da vítima foi queimado em seguida dentro de um camburão na usina onde ele trabalhava, em Manaus. Desceram o tonel, com a moça queimada dentro, para uma área de mata e o ‘Nego’ foi embora e Gil Romero ainda teria ido trabalhar, após o crime. Só que o vigilante decidiu se desfazer do bebê porque o DNA poderia ligá-lo a ele.

O Gil Romero começou a pensar que se aquele corpo fosse encontrado e aquela criança fosse submetida a exame de DNA ele seria imediatamente, o principal suspeito do crime, e ele disse que se desesperou e pegou uma faca de pão que se encontrava no local aonde ele trabalhava, desceu novamente onde estava o tonel, abril o tonel, com a faca de pão extraiu a criança, que já estava morta”, declarou.

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Segundo a delegada, após a extração, o bebê foi levado dentro do saco até o Porto do Ceasa, onde ele foi jogado no Rio Negro.

Então ele pegou um saco de estopa, encheu de objetos metálicos, resto de obra, o que ele encontrou, fechou aquele saco, colocou em outro saco, botou isso no porta mala do carro dele, foi até o Porto do Ceasa, estacionou o carro dele, pegou um mototáxi com aquela sacola, resolveu atravessar para o lado do Careiro e no meio do rio ele arremessou esse saco que logo afundou devido o peso. Só estava ele e um catraieiro, que perguntou o que ele tinha jogado e ele disse que era um resto de obra, depois voltou para Manaus e foi para casa dormir”, relatou.

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Redação AM POST*

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