Delegado-geral acusa blogs de receberem propina para atacar a Polícia Civil
Durante coletiva sobre a morte de um investigador da Polícia Civil, que há blogs que “vivem de propina” para criticar a corporação.
- O delegado-geral da Polícia Civil do Amazonas, Bruno Fraga, comentou críticas nas redes sociais após a morte do investigador Luciano Carvalho de Sena e afirmou que parte delas viria de blogs que, segundo ele, “vivem de propina” para atacar a corporação.
- A declaração repercutiu entre profissionais de comunicação, que disseram que a fala genérica pode colocar sob suspeita jornalistas e comunicadores éticos, sem distinguir quem comete crimes de quem atua corretamente.
- Comunicadores defenderam que eventuais crimes devem ser investigados e punidos individualmente, com possível retratação pública para não atingir a reputação da imprensa responsável.
- O posicionamento ocorreu durante coletiva para detalhar operação que resultou na morte de Rafael Pereira Freitas, investigado por atirar contra o investigador Luciano Carvalho de Sena.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: Reprodução / AM Post
Notícias de Polícia – Durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (27), o delegado-geral da Polícia Civil do Amazonas, Bruno Fraga, comentou as críticas feitas nas redes sociais após a morte do investigador Luciano Carvalho de Sena.
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Em tom emocionado, Fraga afirmou que parte das críticas parte de blogs que, segundo ele, recebem propina para atacar o trabalho da corporação.
“Eu falo aqui com a voz embargada, porque é difícil para a polícia passar por isso, passar por esse tipo de coisa e aí a gente ainda ter que ler comentários absurdos nas redes sociais, em blogs, que vivem de propina para criticar o trabalho da polícia. É óbvio que eu não estou falando de veículos sérios, que transmitem a verdade para o povo do Amazonas”, declarou.
A fala ocorreu durante a apresentação dos detalhes da operação que resultou na morte de Rafael Pereira Freitas, investigado por atirar contra o investigador Luciano Carvalho de Sena, do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc).
Leia mais: Delegado Bruno Fraga afirma que polícia não vai recuar após morte de investigador do Denarc
Por que a declaração gerou repercussão
A manifestação do delegado-geral provocou reação entre profissionais da comunicação, que avaliaram que a declaração, mesmo com a ressalva feita ao final da fala, pode colocar sob suspeita jornalistas, blogueiros e comunicadores que atuam de forma ética. A crítica é que afirmações genéricas acabam atingindo toda a categoria, sem distinguir quem eventualmente pratica ilícitos daqueles que exercem a atividade jornalística de forma responsável.
Qual é o contexto da declaração
A fala de Bruno Fraga ocorreu durante uma coletiva convocada para detalhar a operação policial relacionada à morte do investigador Luciano Carvalho de Sena. Na ocasião, o delegado-geral e o coordenador da Core, Juan Valério, prestaram homenagens ao agente e relataram as circunstâncias da ação policial, marcada por forte comoção entre integrantes da Polícia Civil.
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A liberdade de imprensa e a responsabilização individual por eventuais crimes são princípios previstos no ordenamento jurídico brasileiro. Especialistas em direito da comunicação costumam destacar que acusações genéricas contra categorias profissionais podem gerar questionamentos e ampliar o debate sobre a necessidade de equilíbrio entre a crítica institucional e o respeito ao exercício do jornalismo.
Outro lado
A reportagem do Portal AM Post buscou comunicação com a Polícia Civil do Amazonas para um espaço na matéria e uma posição a respeito do assunto. Até o fechamento desta matéria não obtivemos retorno sobre o tema. O espaço permanece aberto.
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