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Donos de berçário são indiciados por maus-tratos: ‘esfregavam fezes em crianças’

O casal é investigado por ameaça, maus-tratos, tortura e omissão contra pelo menos oito crianças.

  • Por AM POST

  • 26/04/2023 às 11:59

  • Atualizado em 26/04/2023 às 12:01

  • Leitura em dois minutos

Foto: Reprodução/Pinterest

Redação AM POST

Um casal dono de um berçário e de um hotel infantil em Sorriso (MT) foi indiciado nesta quarta-feira, 26, por suspeita de tortura e castigo contra várias crianças. Os donos foram presos preventivamente e são investigados por ameaça, maus-tratos, tortura e omissão contra pelo menos oito crianças de zero a cinco anos.

Segundo informações da Polícia Civil, os castigos aplicados às crianças eram vários, mas os investigadores destacaram dois episódios em que a dona do local teria esfregado a calcinha e fraldas sujas de fazes nos rostos das vítimas como forma de punição por defecarem. Uma criança autista teria sido obrigada a comer areia.

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Outro caso que chamou a atenção foi o de um bebê de 1 ano e 6 meses que teria sido amarrado pela dona do berçário a um toco e deixado sob o sol por horas até adormecer. Outra menina, de quase 2 anos, teria sido imobilizada pela empresária, que colocou o joelho no peito da criança na tentativa de fazê-la parar de chorar.

Nove ex-funcionários denunciaram à polícia outros castigos impostos às crianças, como tapas nas nádegas e na boca, mordidas, puxões, golpes com raquetes, empurrões, beliscões, sufocamentos e mordidas. Algumas crianças também teriam sido presas por horas em um quarto devido ao “mau comportamento”.

Segundo as testemunhas, elas eram ameaçadas pelos donos do local, que também proibiam o uso de aparelhos eletrônicos. Os ex-funcionários disseram à polícia que, como não tinham provas, tinham receio de denunciar.

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A polícia realizou um escuta especializada com seis crianças que sofreram os maus-tratos no berçário. Ao todo, 17 pais e responsáveis pelas vítimas também prestaram depoimentos. Segundo a delegada, outros pais têm procurado as autoridades para denunciar o estabelecimento.

O estabelecimento atendia crianças entre zero e cinco anos de idade, no centro da cidade de Sorriso, e cobrava valores de até R$ 948,00 por criança. O casal está preso em unidades prisionais da região norte do estado.

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