Dupla é presa em Manaus por envolvimento com grupo que induzia crianças e adolescentes à automutilação e ao suicídio
Os dois homens são alvos da Operação Mão de Ferro 2.
- Dois homens, de 20 e 22 anos, foram presos em Manaus durante a Operação Mão de Ferro 2, investigados por crimes cibernéticos contra crianças e adolescentes, incluindo indução à automutilação, suicídio e pornografia infantil.
- A operação, conduzida pela Polícia Civil do Amazonas e Ministério da Justiça, cumpriu mandados de busca, apreendeu computadores e celulares, e identificou uma organização criminosa estruturada que atuava nacionalmente em diversas redes sociais.
- Os crimes envolviam perseguição, ameaças, apologia ao nazismo, invasão de sistemas e uso de perfis falsos para dificultar a identificação dos envolvidos, com o objetivo de proteger crianças e adolescentes de graves delitos digitais.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: Divulgação
Notícias policiais – Dois homens, de 20 e 22 anos, foram presos em Manaus investigados por crimes cibernéticos praticados contra crianças e adolescentes. Ele são alvos da Operação Mão de Ferro 2, deflagrada nesta terça-feira (27/05) pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) e Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), e também foram alvos de mandados de busca sendo um cumprido em Urucará (a 261 quilômetros da capital).
De acordo com o delegado Henrique Brasil, titular da Delegacia Especializada em Repressão a Crimes Cibernéticos (Dercc), a operação teve início a partir de informações repassadas pelo MJSP, indicando a atuação de um grupo com abrangência nacional, que utilizava plataformas de redes sociais para induzir crianças e adolescentes à automutilação e ao suicídio.
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“Esses indivíduos compartilhavam entre si material pornográfico e cometiam diversos crimes no ambiente virtual, utilizando perfis falsos e mecanismos para mascarar suas identidades, dificultando a identificação dos envolvidos”, afirmou o delegado.
No Amazonas, a operação resultou na prisão de dois suspeitos, no cumprimento de dois mandados de busca e apreensão, e na apreensão de computadores e aparelhos celulares. “Estamos reunindo provas para transformar essas informações preliminares em um inquérito policial robusto e detalhado”, explicou Henrique Brasil.
A autoridade policial destacou que se trata de uma organização criminosa estruturada, com funções bem definidas: criadores de conteúdo, líderes, disseminadores e indivíduos responsáveis pela criação de perfis falsos, usados para facilitar a prática dos crimes.
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“No estado, identificamos dois envolvidos diretamente. Eles criavam perfis, interagiam com outros membros e participavam ativamente dos grupos. Apesar de negarem ter induzido alguém diretamente, sua participação na rede criminosa está evidenciada”, acrescentou o delegado.
O titular da Dercc informou ainda que a equipe de investigação já possui um vasto material reunido, e que a operação serve para reforçar e aprofundar as provas já colhidas.
As investigações revelaram a existência de uma rede criminosa responsável por diversos delitos, incluindo: induzimento, instigação ou auxílio à automutilação e ao suicídio; perseguição (stalking); ameaças; produção, armazenamento e compartilhamento de pornografia infantil; apologia ao nazismo; e invasão de sistemas informatizados, inclusive com acessos não autorizados a bancos de dados públicos.
Os crimes eram praticados, principalmente, por meio de plataformas como WhatsApp, Instagram, Telegram e Discord.
Operação
O nome da operação, Mão de Ferro, simboliza a resposta firme, rigorosa e coordenada do Estado brasileiro no enfrentamento de crimes de alta gravidade praticados no ambiente digital — especialmente aqueles que vitimam crianças e adolescentes. Representa o papel da lei e do sistema de segurança pública no combate à exploração digital, à violência psicológica e à disseminação de conteúdos de ódio e autodestruição.
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