Líder de esquema de estelionato contra professores é preso em Manaus após permanecer foragido
William Rocha Bezerra, conhecido como ‘Sombra’, tem diversas passagens pela polícia por estelionato e outros crimes.
- Foto: Reprodução
Notícias Policiais – William Rocha Bezerra, 37 anos, conhecido como “Sombra”, foi preso nesta segunda-feira (7) em Manaus por envolvimento em um esquema de estelionato que aplicava golpes de crédito consignado em professores da rede pública de ensino. Ele é apontado como um dos líderes de uma organização criminosa especializada no crime e estava foragido desde o início de junho.
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A prisão ocorreu semanas após a Operação Lousa Negra, deflagrada em 2 de junho deste ano, que resultou na detenção de sete integrantes da mesma quadrilha. William conseguiu escapar da ação policial, mas foi localizado e detido nesta segunda por agentes do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP). Contra ele, havia dois mandados de prisão em aberto.
De acordo com o delegado Cícero Túlio, responsável pela investigação, além de comandar parte do esquema de estelionato, o suspeito também teria ligação com o tráfico de drogas. “O ‘Sombra’ integra uma organização criminosa com atuação na região Norte e é responsável por fornecer veículos obtidos com golpes para apoiar as atividades do grupo”, explicou.
As investigações indicam que a quadrilha atuava de forma estruturada, usando documentos falsificados para fraudar empréstimos consignados em nome de servidores públicos, especialmente professores. Os valores eram repassados à organização e lavados por meio da aquisição de bens em nome de laranjas.
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O histórico criminal de William inclui outras passagens pela polícia. Ele foi preso em 2019 e 2020 durante as operações Chancela e Estelião, que também investigaram crimes de estelionato e falsificação. Além disso, há registros de outras três prisões relacionadas a crimes semelhantes.
Com a nova prisão, William responderá por organização criminosa, falsidade ideológica, falsificação de documentos públicos, estelionato, falsa identidade e lavagem de dinheiro. Ele será submetido a audiência de custódia e permanecerá à disposição da Justiça.
A Polícia segue investigando outros possíveis envolvidos no esquema, que teria movimentado milhares de reais com prejuízo direto a servidores da educação pública do Amazonas.
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