Ex-caseiro é preso suspeito de matar dono de sítio após demissão no AM
Durante interrogatório suspeito confessou o crime.
- Foto: divulgação
Ederson Ribeiro Paiva, de 24 anos, foi preso no último sábado (30) pela morte de Manuzio Rocha da Silva, de 53 anos, em um crime ocorrido na zona rural de Jutaí, a 750 quilômetros de Manaus. O ex-caseiro é acusado de emboscar e assassinar a vítima com disparos de espingarda calibre 16 na estrada do Caruara, na manhã da sexta-feira (29).
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Desavenças e o motivo do crime
De acordo com a delegada Mariane Menezes, da 56ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Jutaí, o crime teve como motivação desavenças pessoais entre vítima e autor. Ederson havia sido demitido três dias antes, supostamente por consumir drogas no sítio onde trabalhava. A esposa da vítima afirmou que o ex-caseiro era usuário de entorpecentes e que essa prática resultou no desligamento.
No dia do crime, Manuzio saiu de casa para realizar tarefas na propriedade rural e não retornou. Horas depois, foi encontrado morto na entrada da estrada do Caruara, com ferimentos provocados por arma de fogo. “As evidências e os relatos apontaram diretamente para o ex-caseiro como o principal suspeito”, explicou a delegada.
Confissão e prisão
Após diligências realizadas pela polícia, Ederson foi localizado em sua residência e concordou em comparecer à delegacia. Durante o interrogatório, confessou o crime, justificando que teria agido motivado por uma suposta humilhação sofrida. Segundo ele, Manuzio teria repreendido o consumo de alimentos sem autorização, o que teria sido o estopim para o ato violento.
A polícia representou pela prisão temporária de Ederson menos de 24 horas após o crime, garantindo a continuidade das investigações.
Acusações e desdobramentos
Ederson Ribeiro Paiva está sendo acusado de homicídio qualificado, agravado pelo uso de emboscada e por motivo fútil. A emboscada, caracterizada pela ação premeditada e pela impossibilidade de defesa da vítima, agrava ainda mais a pena.
O suspeito já está à disposição do Poder Judiciário e aguarda os trâmites legais. A polícia segue investigando o caso, mas, com a confissão do autor e os depoimentos colhidos, as evidências apontam para uma condenação.
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