Ex-companheira de tenente acusado de estupro é procurada por suspeita de intimidar vítima em Manaus
Kamila Fernanda Alves de Almeida é investigada por participação em suposto esquema de coação para tentar mudar depoimento de jovem que denunciou policial militar.
- Foto: Reprodução
Resumo
A polícia procura Kamila Fernanda Alves de Almeida, investigada por ameaçar e intimidar a jovem que denunciou estupro contra o tenente da PM Osvaldo Lima da Silva, em Manaus. Segundo as investigações, a vítima teria sido levada para dentro de um carro e pressionada a alterar seu depoimento.
Notícias policiais – A Polícia Civil do Amazonas intensificou as buscas por Kamila Fernanda Alves de Almeida, apontada como suspeita de participar de um esquema de intimidação contra a jovem que denunciou ter sido estuprada pelo tenente da Polícia Militar Osvaldo Lima da Silva, em Manaus.
Kamila, que é ex-companheira do policial investigado, passou a ser considerada foragida após a Justiça autorizar medidas contra os envolvidos no caso. Segundo a investigação, ela teria atuado diretamente nas ameaças feitas à vítima para tentar forçar uma mudança no depoimento prestado às autoridades.
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O caso ganhou grande repercussão no Amazonas após a denúncia de que a jovem teria sido abusada sexualmente durante uma abordagem policial realizada no dia 6 de abril, em uma barreira na avenida Torquato Tapajós, no bairro Lago Azul, zona Norte da capital.
Vítima teria sido atraída por falsa representante
As investigações apontam que, semanas após denunciar o suposto estupro, a jovem foi procurada por uma mulher que se apresentou falsamente como integrante da Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa do Amazonas.
A abordagem teria ocorrido no dia 25 de abril. Conforme a polícia, o objetivo era convencer a vítima a entrar em um veículo sob o pretexto de prestar auxílio ao caso.
Após entrar no carro, a jovem teria permanecido circulando por mais de uma hora por diferentes áreas da cidade.
Segundo a delegada responsável pela investigação, durante o trajeto o grupo tentou pressionar emocionalmente a vítima para alterar as acusações feitas contra o policial militar.
Kamila teria participado das ameaças
De acordo com o inquérito, o carro parou em uma praça localizada no bairro Dom Pedro, zona Centro-Oeste de Manaus, momento em que Kamila Fernanda Alves de Almeida teria entrado no veículo.
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A polícia afirma que, a partir daí, a situação se tornou ainda mais agressiva.
“Essa mulher passou a ameaçar, intimidar, fazer com que a vítima mudasse seu depoimento para beneficiar o homem”, afirmou a delegada Patrícia Leão, titular da Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM) durante coletiva.
As autoridades acreditam que Kamila tenha atuado de maneira coordenada com outras pessoas investigadas para tentar descredibilizar a denúncia de estupro apresentada pela jovem.
Advogado já foi preso
Enquanto Kamila segue sendo procurada, o advogado Matheus de Souza Ferreira, responsável pela defesa do tenente Osvaldo Lima da Silva, já foi preso.
Segundo a polícia, ele se apresentou espontaneamente e passou a colaborar com parte das investigações.
Os investigados podem responder por organização criminosa, associação criminosa, ameaça, coação, falsa identidade, sequestro e cárcere privado.
A polícia pede que qualquer informação sobre o paradeiro de Kamila seja repassada de forma anônima às autoridades pelo 181, da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).
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