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Ex-professor de jiu-jitsu é condenado a mais de 178 anos por estupro de vulnerável contra alunos em Manaus

Sentença do TJAM reconheceu dezenas de crimes cometidos contra adolescentes ao longo de vários anos e determinou indenizações às vítimas.

Por Natan AMPOST

19/06/2026 às 13:07 - Atualizado em 19/06/2026 às 13:25

 

Resumo

O ex-professor de jiu-jitsu Alcenor Alves Soeiro foi condenado pela Justiça do Amazonas a 178 anos e 5 meses de reclusão, além de 3 anos de detenção, por estupro de vulnerável contra múltiplos ex-alunos em Manaus. Os crimes teriam ocorrido entre 2011 e 2018 e vieram à tona após uma das vítimas denunciar os abusos, desencadeando uma investigação que resultou na Operação Armlock.

Notícias policiais – Uma das maiores condenações já registradas em casos de violência sexual contra crianças e adolescentes no Amazonas foi aplicada ao ex-professor de jiu-jitsu Alcenor Alves Soeiro. A Justiça estadual determinou pena de 178 anos e 5 meses de reclusão, além de 3 anos de detenção e pagamento de multa, pelos crimes de estupro de vulnerável praticados contra diversos ex-alunos em Manaus.

A decisão foi proferida pela 1.ª Vara Especializada em Crimes contra a Dignidade Sexual e Violência Doméstica a Crianças e Adolescentes da Comarca de Manaus e divulgada nesta quinta-feira (18) pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). O condenado deverá cumprir a pena inicialmente em regime fechado.

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Além da punição criminal, a sentença prevê o pagamento de indenizações por danos morais às vítimas reconhecidas no processo.

O que levou à condenação?

As investigações tiveram início após uma das vítimas decidir relatar os abusos sofridos. O depoimento abriu caminho para que outros ex-alunos procurassem as autoridades, resultando em uma série de denúncias que revelaram um padrão de comportamento atribuído ao então professor.

Com o avanço das apurações, a Polícia Civil deflagrou a Operação Armlock, que culminou na prisão do investigado em 2024.

Segundo os autos, os crimes teriam sido praticados entre 2011 e 2018, período em que Alcenor atuava diretamente com adolescentes em atividades esportivas.

Durante a instrução processual, testemunhos, documentos e demais elementos probatórios foram analisados pela Justiça para a formação da sentença.

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Como os abusos eram cometidos, segundo a investigação?

De acordo com a decisão judicial, o ex-professor utilizava sua posição de treinador para conquistar a confiança das vítimas e de suas famílias.

Leia mais: Três professores de jiu-jítsu são presos por crimes sexuais no AM em menos de três anos

As investigações apontaram que ele oferecia presentes, promovia viagens, organizava pernoites na academia e criava vínculos de proximidade com os adolescentes antes da prática dos crimes.

O processo também registra que algumas vítimas teriam sido dopadas com substâncias como melatonina ou expostas ao consumo de bebidas alcoólicas para reduzir sua capacidade de reação.

A Justiça entendeu que havia um contexto de vulnerabilidade que favorecia a atuação criminosa, agravando a responsabilidade do condenado.

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O que diz a sentença?

Na decisão, a juíza Dinah Câmara Fernandes Abrahão destacou a gravidade das violações praticadas contra os adolescentes.

Segundo a magistrada, os crimes atingiram diretamente direitos fundamentais ligados à dignidade sexual, à integridade física e à intimidade das vítimas.

Por esse motivo, além da pena privativa de liberdade, a Justiça determinou indenizações de R$ 50 mil para a maioria dos ofendidos reconhecidos no processo. Em um dos casos, a reparação foi fixada em R$ 5 mil.

A sentença também negou ao réu o direito de recorrer em liberdade.

Quantas vítimas foram identificadas?

Conforme as investigações conduzidas pela polícia, os abusos teriam ocorrido durante aproximadamente 15 anos e atingido pelo menos 12 adolescentes.

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As autoridades apontaram que o então professor também ocupava cargo ligado ao alto rendimento esportivo em uma tradicional instituição de ensino particular de Manaus, fator que ampliava seu contato com jovens atletas.

O caso ganhou grande repercussão no Amazonas devido ao número de vítimas e ao longo período em que os crimes teriam ocorrido sem que fossem denunciados às autoridades.

Qual a importância da denúncia?

Especialistas em proteção à infância destacam que casos de violência sexual contra crianças e adolescentes frequentemente permanecem ocultos por anos devido ao medo, à vergonha ou à relação de confiança existente entre vítima e agressor.

No caso analisado pela Justiça amazonense, o rompimento do silêncio por uma das vítimas foi decisivo para que outras pessoas procurassem ajuda e contribuíssem para o avanço das investigações.

O processo segue sob segredo de justiça para preservar a identidade dos envolvidos e garantir a proteção das vítimas.

A condenação representa um marco no combate aos crimes sexuais contra crianças e adolescentes no Amazonas e reforça a importância da denúncia para interromper ciclos de violência e responsabilizar autores de abusos.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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