Polícia

Falso voluntário é preso por desviar R$ 100 mil de ONG no pico da pandemia em Manaus

Ele pedia depósitos em nome da ONG para comprar cilindros, mas embolsava a quantia. Nas redes sociais, o homem ostentava uma vida de luxo.

Redação AM POST

César Mirabel da Silva, 33, conhecido como “Júlio César Ferrezo”, foi preso na quinta-feira (22/07) por estelionato. Ele é suspeito de desviar dinheiro que seria destinado a uma Organização Não Governamental (ONG) responsável por doações de cilindros de oxigênio durante o pico da pandemia no Amazonas.

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A ação se deu por meio da Delegacia Especializada em Combate à Corrupção (Deccor), com o apoio da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (DERFD).

Durante coletiva de imprensa, no prédio da Delegacia Geral (DG), no bairro Dom Pedro, zona centro-oeste de Manaus, o delegado-geral adjunto da PC-AM, Tarson Yuri Soares, destacou que esta foi mais uma operação realizada com êxito pela equipe da Deccor, que culminou na prisão do estelionatário, no bairro Santa Etelvina, zona norte da capital.

“Temos satisfação em apresentar mais uma ação exitosa, realizada pela Deccor, que conseguiu localizar e prender esse indivíduo que se aproveitou da boa vontade da população amazonense em ajudar os mais necessitados, neste período difícil de pandemia, para cometer golpes”, enfatizou o delegado-geral adjunto.

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Ainda durante a coletiva, o delegado Guilherme Torres, titular da Deccor, durante a investigação realizada pela Especializada, os policiais descobriram que César chegou a receber cerca de R$ 1,8 milhão que seria destinado à ONG, porém o banco bloqueou o valor e ele só conseguiu sacar R$ 100 mil, que transferiu para conta de familiares e terceiros.

“As pessoas doaram esses valores achando que seriam destinados para a compra dos cilindros de oxigênio. Ele utilizou uma identidade falsa, e recebia as doações na sua própria conta bancária e, inclusive, chegou a acompanhar as entregas de alguns produtos e conversava com os doadores por meio das redes sociais”, explicou Torres.

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Ainda de acordo com a autoridade policial, no momento da prisão, os policiais verificaram que a casa do indivíduo estava em fase de construção. Além disso, ele também passou a ostentar, por meio das redes sociais, um padrão de vida elevado com bebidas e roupas caras, que ele não possuía antes da pandemia.

Após as equipes descobrirem a participação do indivíduo, foi representado à Justiça pelo mandado de prisão preventiva em nome dele, e a ordem judicial foi expedida no dia 19 de julho deste ano, pela juíza Lídia de Abreu Carvalho Frota, do Plantão de Inquéritos.

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Encaminhado à Deccor, César foi indiciado por estelionato. Após os procedimentos cabíveis na Especializada, ele será encaminhado à Central de Recebimento e Triagem (CRT), onde ficará à disposição da Justiça.