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- (Foto: AM POST)
Resumo rápido
Familiares de Sidney da Silva Pereira protestam na DEHS (Manaus) por prisão de “Gauchinho”, acusado de homicídio. Mãe contesta legítima defesa e transtorno mental; relata provocações prévias, vídeos e ataques nas redes. Polícia Civil apura caso após desentendimento por música alta.
Notícias policiais -Durante um ato realizado na manhã desta segunda (29) em frente à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), na zona leste de Manaus, familiares do borracheiro Sidney da Silva Pereira, de 31 anos, voltaram a cobrar providências das autoridades policiais e judiciárias.
O grupo pede que o homem apontado como autor do crime, conhecido como “Gauchinho”, continue preso. Ele se apresentou à polícia no domingo (28), e a defesa sustenta que ele possui transtornos mentais e até que agiu em legítima defesa.
A mãe da vítima, Rosilda Maria, afirmou que a família teme que o suspeito seja beneficiado e responsabilizou diretamente o acusado pela morte do filho. Segundo ela, Sidney não tinha antecedentes criminais e foi morto sem motivo. Rosilda disse que não aceita a alegação de doença mental como justificativa para o crime.
De acordo com os parentes, o homicídio não foi um fato isolado, mas resultado de uma série de conflitos entre vizinhos. Um desentendimento ocorrido dias antes teria aumentado a tensão entre os dois. A família afirma que o suspeito gravou vídeos provocando a vítima e dizendo que estava armado, o que reforça a suspeita de premeditação.
Durante a manifestação, Rosilda fez um longo desabafo e criticou a versão apresentada pela defesa. Ela afirmou que não aceita a narrativa de legítima defesa e classificou o acusado como assassino. A mãe disse ainda que a família foi impedida de ter contato visual com o suspeito, que teria deixado a delegacia escoltado, sem passar pela porta principal.
Para ela, esse tratamento reforça a sensação de injustiça e humilhação. “O advogado diz que agiu em legítima defesa. Um bandido, um doente, um maldito, um assassino. É um assassino, ele é um assassino. A gente tinha que sair pela porta da frente, não pela porta dos fundos, escoltado, em carro descaracterizado, não. A gente tinha que sair por aqui para, pelo menos, ter o prazer de olhar na cara dele, entendeu? Para ele ser homem, ser homem de assumir o que fez, não ficar mentindo, inventando mentiras, difamando a nossa família, como estão fazendo nas redes sociais, chamando ele de agressor” finalizou a mãe da vítima.
Rosilda também relatou que a família vem sendo alvo de ataques nas redes sociais, onde Sidney estaria sendo retratado como agressor. Segundo ela, o acusado não teria assumido a responsabilidade pelo que fez e estaria espalhando mentiras que mancham a memória do filho. A mãe lamentou o que chamou de desigualdade no sistema de Justiça, afirmando que pessoas humildes não recebem o mesmo tratamento dado a quem tem dinheiro.
Familiares apontam que uma discussão ocorrida um dia antes do crime, motivada por uma música alta que Sidney ouvia em seu local de trabalho, teria sido o estopim para a tragédia. A mãe presenciou o conflito, mas não imaginava que o desentendimento pudesse terminar em morte.
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O caso continua sendo apurado pela Polícia Civil, que investiga as circunstâncias do crime e as versões apresentadas pelas partes envolvidas.
A defesa do suspeito não quis falar com a imprensa e se limitou a dizer que ele agiu em legítima defesa.