Famílias de pessoas que nunca estiveram presas recebiam Auxílio-Reclusão no Amazonas, revela PF
A Operação Falsi Captivi descobriu que os acusados falsificavam documentos públicos e adulteravam certidões.
- Foto: Divulgação
Notícias policiais – A Polícia Federal revelou, nesta quinta-feira (31/7), que diversas famílias no Amazonas receberam indevidamente o Auxílio-Reclusão — benefício pago pelo INSS a dependentes de detentos — utilizando nomes de pessoas que jamais estiveram presas. As fraudes foram identificadas durante a deflagração das operações Falsi Captivi e Prison Fake, que investigam duas associações criminosas distintas, mas com o mesmo modus operandi: a falsificação de documentos públicos para obter vantagens ilegais.
PUBLICIDADE
De acordo com a PF, os golpistas forjavam certidões de recolhimento prisional, atestando prisões inexistentes, e com isso habilitavam parentes a receber o benefício. Em outros casos, o grupo adulterava informações de presos reais, ampliando o tempo de encarceramento para aumentar os valores recebidos mensalmente.
Na prática, pessoas sem qualquer histórico criminal apareciam como reclusas em sistemas públicos, permitindo que seus supostos dependentes recebessem o auxílio. Parte dos beneficiários estava ciente da fraude; outros, segundo a PF, tiveram seus dados usados sem conhecimento prévio.
Leia mais: PF deflagra nova fase de operação contra fraudes no Auxílio-Reclusão no Amazonas
As ações ocorreram em Manaus e Manacapuru, onde os grupos operavam de forma coordenada. A investigação aponta que, embora se tratem de organizações diferentes, havia comunicação entre elas, o que levou à realização das operações de forma simultânea, com o objetivo de evitar a destruição de provas e impedir a fuga de envolvidos.
PUBLICIDADE
Na primeira fase da Falsi Captivi, em 2024, um escritório de atendimento previdenciário foi identificado como ponto de apoio logístico para os criminosos. Já na operação Prison Fake, o foco foi uma célula atuante em Manacapuru, que utilizava dados de moradores locais.
Mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão, foram cumpridos por determinação da Justiça Federal. A PF apura o tamanho do prejuízo aos cofres públicos e investiga possíveis cúmplices dentro do sistema previdenciário.
Os investigados devem responder por crimes como estelionato previdenciário, falsificação de documento público, uso de documento falso e associação criminosa.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






