Fantástico mostra apreensão de nova cocaína, difícil de identificar, apreendida em Manaus e que seria levada para Austrália
O programa Fantástico, da TV Globo, exibiu uma reportagem especial detalhando a apreensão de 50 quilos da chamada “cocaína negra”.
- Foto: Reprodução/TV Globo
Notícias policiais – A operação que desmontou um esquema sofisticado de tráfico internacional dentro de uma mansão na Ponta Negra, zona oeste de Manaus, teve repercussão nacional nesse domingo (16). O programa Fantástico, da TV Globo, exibiu uma reportagem especial detalhando a apreensão de 50 quilos da chamada “cocaína negra”, uma versão do entorpecente alterada quimicamente para burlar cães farejadores e testes preliminares — método que chamou atenção até dos investigadores mais experientes do Departamento de Investigação sobre Entorpecentes (Denarque).
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A mansão alvo da ação policial fica em uma área de classe média alta e vinha sendo monitorada por dias. Os agentes descrevem o imóvel como uma residência de luxo, com piscina de borda infinita, campo de futebol e até heliponto. A vigilância durou até 17 de outubro, quando a polícia decidiu entrar na casa. O que parecia ser uma apreensão comum tomou outra proporção quando os detalhes foram revelados.
No primeiro momento, os agentes encontraram 16 quilos de cocaína no imóvel. Mas um detalhe mudou completamente a rota da investigação: um caderno contendo anotações que mencionavam “40 kg dentro de cadeiras e quadros”. A partir desse achado, a polícia passou a considerar que o entorpecente poderia ter sido escondido de forma pouco convencional.
Os cães farejadores foram chamados, mas a estratégia dos criminosos se mostrou ainda mais engenhosa. Os animais não indicaram a presença da droga — e foi aí que surgiu a suspeita de manipulação química. Somente após desmontar cuidadosamente cadeiras e quadros indicados no caderno é que os policiais localizaram compartimentos falsos. Dentro deles, a substância escurecida, conhecida como “cocaína negra”, confirmou que se tratava de uma técnica pensada para enganar sensores biológicos e driblar barreiras de fiscalização.
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Ao todo, foram apreendidos 50 quilos da droga adulterada. A polícia agora trabalha para identificar toda a cadeia envolvida no esquema, incluindo a rota internacional responsável por colocar o material dentro da residência.
De acordo com a reportagem, a proprietária da mansão é Liege Aurora Pinto da Cruz, peruana de 74 anos. Ela não estava no Brasil no dia da operação e continua fora do país. Em nota, sua defesa afirmou que Liege está à disposição das autoridades, que frequentava a casa apenas esporadicamente aos fins de semana e que o ponto exato onde a droga foi encontrada seria um anexo usado pelo caseiro.
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