Grupo que tinha ajuda da polícia para traficar e lavar dinheiro é alvo da Operação Erga Omnes em Manaus
Grupo atuava com tráfico, lavagem de dinheiro e corrupção em vários estados.

(Foto: Divulgação)
Resumo
Operação Erga Omnes, deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas, desarticula organização criminosa com atuação interestadual em tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção. Servidores públicos e agentes de segurança estão entre os investigados.
Notícias polícias –A Polícia Civil do Amazonas deflagrou, nesta sexta-feira (20), a Operação Erga Omnes, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e violação de sigilo funcional. A ofensiva foi conduzida pelo 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e contou com apoio de forças de segurança de outros seis estados.
De acordo com as investigações, o grupo atuava de forma estruturada e com alcance interestadual, movimentando recursos e mantendo conexões operacionais no Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, São Paulo e Piauí. A atuação integrada foi considerada estratégica para cumprir mandados e bloquear movimentações financeiras fora do Amazonas.
PUBLICIDADE
Apreensão de 500 tabletes de skunk deu origem à investigação
As apurações tiveram início após uma grande apreensão realizada em ação policial anterior. Na ocasião, foram localizados mais de 500 tabletes de maconha do tipo skunk, sete fuzis de uso restrito, duas embarcações utilizadas no transporte da droga, um veículo utilitário empregado na logística terrestre e diversos aparelhos celulares. Um dos envolvidos foi preso em flagrante.
A partir desse flagrante, foi instaurado inquérito policial para identificar a cadeia de comando, operadores logísticos, financiadores e possíveis colaboradores internos. Segundo a Polícia Civil, o material apreendido indicava um nível elevado de organização e investimento na estrutura criminosa.
Estrutura dividida em núcleos operacional e financeiro
As diligências apontaram que a organização atuava com divisão de tarefas e estruturação em núcleos distintos: operacional, financeiro e de apoio logístico. O núcleo operacional era responsável pelo transporte e distribuição dos entorpecentes, utilizando principalmente rotas fluviais e terrestres — estratégia comum na região amazônica, marcada por extensa malha hidrográfica.
Já o núcleo financeiro cuidava da movimentação e ocultação de valores obtidos com o tráfico. De acordo com os investigadores, veículos eram alugados em nome de terceiros para dificultar o rastreamento, e empresas formalmente registradas nos ramos de transporte e locação eram utilizadas para dar aparência de legalidade às operações.
Empresas de fachada e lavagem de dinheiro
A investigação também identificou indícios de que algumas empresas funcionavam apenas no papel. Registradas regularmente, mas sem atividade operacional compatível, elas seriam usadas para movimentar recursos ilícitos e mascarar a origem do dinheiro.
PUBLICIDADE
LEIA MAIS: Agiotas, cobradores e até membro de igreja são presos durante operação policial em Manaus
A prática, segundo fontes ligadas ao caso, tinha como objetivo fragmentar valores, realizar transferências interestaduais e evitar alertas automáticos de instituições financeiras. O cruzamento de dados bancários e fiscais foi fundamental para mapear o fluxo financeiro e identificar conexões fora do Amazonas.
Próximos passos da investigação
A Operação Erga Omnes segue em andamento, com análise de documentos, aparelhos celulares e dados extraídos durante o cumprimento dos mandados. A Polícia Civil informou que novas fases não estão descartadas, a depender do avanço das perícias e do aprofundamento das quebras de sigilo autorizadas pela Justiça.
Os investigados poderão responder por organização criminosa, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e violação de sigilo funcional. Se confirmadas as acusações, as penas somadas podem ultrapassar décadas de reclusão.
A ofensiva reforça o foco das autoridades no enfrentamento ao crime organizado com infiltração em estruturas públicas. E deixa um recado claro: quando o esquema cruza fronteiras estaduais, a resposta também cruza.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos





