Homem de 64 anos é preso por estuprar a filha de 9 anos e ameaçar a companheira em Manaus
Abusos ocorriam de forma repetida na casa da família; após denúncia da mãe na Depca, criminoso fez ameaças de morte para tentar silenciar as vítimas

FOTO: AM POST
Resumo
A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), prendeu um homem de 64 anos suspeito de estupro de vulnerável contra a própria filha, de 9 anos, e de ameaçar a companheira. Os abusos duraram cerca de um ano e ocorriam na residência da família, no bairro Novo Aleixo. O crime foi descoberto após a mãe notar o comportamento retraído da criança, que resolveu relatar o ocorrido. Após a denúncia, o suspeito ameaçou a mãe e a filha de morte para tentar silenciá-las. O homem teve a prisão preventiva decretada e já está à disposição da Justiça.
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Notícias de Polícia – A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) tirou de circulação um homem suspeito de cometer crimes hediondos no seio familiar. Em uma ação coordenada pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), as autoridades cumpriram o mandado de prisão preventiva contra um idoso de 64 anos. Ele é investigado pelo crime de estupro de vulnerável praticado de forma contínua contra a própria filha, uma criança de apenas 9 anos de idade, além de praticar violência psicológica contra sua companheira.
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Descoberta dos abusos e denúncia na delegacia
Conforme os dados oficiais disponibilizados no documento institucional “WhatsApp Image 2026-05-28 at 09.13.57.jpeg”, o mandado judicial foi executado na última quarta-feira (27/05) no bairro Novo Aleixo, localizado na zona Norte de Manaus. De acordo com o delegado adjunto da Depca, Jeferson Vicente, as investigações apontam que os atos abusivos ocorriam na residência da família desde o ano de 2025. O agressor aproveitava-se de sua relação de autoridade paterna e da extrema vulnerabilidade da vítima para cometer os crimes.
De acordo com o pronunciamento oficial das autoridades, o sofrimento da criança durou cerca de um ano. O caso só começou a vir à tona quando a mãe percebeu que a filha estava apresentando um comportamento muito retraído e isolado dentro de casa. Ao ser acolhida e questionada pela genitora, a menina de 9 anos rompeu o silêncio e relatou detalhadamente as agressões que sofria. Diante do teor gravíssimo do relato, a mãe compareceu imediatamente à sede da Depca no dia 21 de maio deste ano para formalizar o Boletim de Ocorrência (BO).
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Intimidação e ameaças de morte
Em depoimento especial prestado às equipes psicossociais da polícia, a menor de idade revelou a rotina de intimidação a que era submetida. O pai utilizava fortes mecanismos de pressão psicológica para garantir que ela não contasse os episódios a ninguém.
A situação de perigo agravou-se logo após a abertura do inquérito policial. Ao tomar conhecimento de que havia sido denunciado, o investigado passou a proferir ameaças explícitas de morte direcionadas tanto à companheira quanto à própria filha, exigindo que ambas recuassem e mantivessem o sigilo sobre as investigações. Diante do risco iminente à vida das vítimas, a equipe da unidade especializada representou de forma célere pela prisão do indivíduo, que foi capturado e retirado do convívio social.
Rigor da lei e ações de segurança no Amazonas
A prisão do agressor coincide com as ações integradas de combate à exploração infantojuvenil no estado. As autoridades destacaram que a perseguição a esse perfil de criminoso segue diretrizes rígidas do governo do Amazonas.
“O governador Roberto Cidade, com a Operação Segurança Presente, determinou que esse fosse um dos eixos que a Polícia Civil não chegasse um milímetro para trás. Então nós vamos continuar, de fato, caçando esse tipo de criminoso em todo o estado do Amazonas”, garantiu o porta-voz policial em coletiva.
A ação foi integrada também ao encerramento dos trabalhos da “Operação Caminhos Seguros”, cujo balanço oficial de prisões de abusadores será divulgado de forma detalhada nesta semana. O homem de 64 anos foi indiciado formalmente pelos crimes de estupro de vulnerável e ameaça, permanecendo em uma unidade prisional da capital amazonense onde ficará detido à disposição do Poder Judiciário.
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