Homem é baleado por policial durante confusão por apreensão de caixa de som em Tonantins

Investigador relatou que a equipe, presente no dia, solicitou que o homem baixasse o volume do som, mas ele se recusou, por isso foi necessário apreender o aparelho.


Redação AM POST

Um homem, identificado como Josimar Castro Rodrigues, de 27 anos, foi baleado na perna no último domingo (11) após ignorar tiros de advertência e avançar contra o investigador da Polícia Civil, Alan Sampaio, em um evento político realizado na rua São Francisco, no Centro do município de Tonantins (distante a 863 quilômetros de Manaus).

A confusão foi gerada após a apreensão de um aparelho de som no local. Revoltados, os participantes do evento foram tirar satisfação com os agentes, que atiraram duas vezes para o alto e na terceira vez eles acertaram a perna de Josimar que foi levado para um hospital próximo e sofreu fratura cominutiva (quebra do osso em mais de dois fragmentos) na tíbia e na fíbula. Ele vai ser transferido para Manaus para passar por cirurgia.

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Conhecidos da vítima tentaram avançar contra o investigador, que fugiu do local em uma motocicleta. A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) informou que Alan Sampaio realizava diligência no local após receber denúncia de “perturbação de sossego, poluição sonora e descumprimento de decreto governamental contra a Covid-19”.

O investigador relatou que a equipe, presente no dia, solicitou que o homem baixasse o volume do som, mas ele se recusou, por isso foi necessário apreender o aparelho.

“Conforme o gestor, na ocasião, o dono de uma lanchonete denunciou que estava sendo prejudicado pelo volume alto da caixa de som do ponto comercial ao lado. O comerciante mencionou que não estava conseguindo realizar os atendimentos de pedidos de delivery, e dos clientes que estavam no local”, afirmou a SSP-AM.

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O Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Amazonas (Sinpol-AM) divulgou uma “moção de apoio” a Alan Sampaio, nesta terça-feira (13), dizendo que ele “agiu no estrito cumprimento do seu dever”.

“A fim de cumprir a lei e manter a ordem, numa ação interinstitucional, o policial civil pediu apoio da PM e da GCM, momento em que iniciou os procedimentos para adotar as providências previstas em Lei na Delegacia, razão pela qual o infrator se opôs as ordens das autoridades públicas e estimulou outras pessoas a um tumulto generalizado”, diz trecho da nota do Sinpol.