Homem é preso por feminicídio após abandonar ex-companheira morta em hospital de Manaus
A vítima já possuía medida protetiva contra o agressor, segundo a Polícia Civil.

Foto: Divulgação
Notícias Policiais – A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), cumpriu, na quinta-feira (18/12), mandado de prisão temporária contra Simon Danilo Amoedo Pimentel, de 36 anos, investigado pelo feminicídio de sua ex-companheira, Marcelly Alexandre da Silva Freitas, de 28 anos. O crime ocorreu no dia 12 de dezembro, no interior da residência do suspeito, localizada no bairro Cidade Nova, zona norte de Manaus.
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De acordo com o delegado Ricardo Cunha, o caso foi esclarecido em poucos dias pela equipe da DEHS, que foi acionada após a vítima dar entrada em uma unidade hospitalar da capital sem qualquer familiar acompanhando. Três dias depois, a família de Marcelly registrou um Boletim de Ocorrência por desaparecimento, sem saber que a jovem havia sido deixada no hospital já sem vida.
A delegada Marília Campello informou que Marcelly foi agredida e asfixiada dentro da casa do investigado. Após o crime, o homem teria solicitado um veículo por aplicativo em nome de terceiros e levado a vítima desacordada até uma unidade hospitalar da mesma região. Durante o trajeto, ao ser questionado pelo motorista, Simon afirmou que a mulher era sua esposa e que estaria passando mal após ingerir medicamentos.
Ainda segundo a delegada, ao chegar ao hospital, o suspeito disse que iria buscar uma cadeira de rodas, mas fugiu do local, abandonando a vítima no interior do veículo.
As investigações apontaram que Marcelly vinha sendo perseguida pelo ex-companheiro, com quem manteve um relacionamento de cerca de um ano e do qual estava separada havia aproximadamente dois meses. O homem já havia sido denunciado por comportamento agressivo e ciumento, e a vítima possuía medida protetiva de urgência, que vinha sendo descumprida.
Simon foi preso na mesma região onde o crime teria se iniciado. Em interrogatório, ele confessou a autoria e alegou legítima defesa. O investigado responderá por feminicídio e permanecerá à disposição da Justiça.
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