Homem preso pela morte de motorista decidiu se entregar a polícia por temer pela própria vida em Manaus, diz defesa
Advogado do suspeito atribui a assassinato do motorista espancado até a morte por motoboys à ‘questão de trânsito’.
- Foto: Reprodução
Francisco de Oliveira Galvão Neto, um dos três suspeitos de espancar até a morte o motorista Jones Mota, de 55 anos, se entregou à polícia na manhã desta sexta-feira (30) na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), em Manaus. O crime ocorreu na madrugada de quarta-feira (28), em um episódio que teria começado como uma briga de trânsito.
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A entrega de Francisco à polícia foi acompanhada por seu advogado, Felipe Magalhães, que falou à imprensa sobre o estado emocional de seu cliente. Segundo o advogado, Francisco está profundamente arrependido de seu envolvimento na briga que resultou na morte de Jones Mota.
“Foi um evento lamentável, ele se encontra muito arrependido. Mas, na emoção do momento, foi uma questão de trânsito. Todos sabem como se encontra o trânsito de Manaus atualmente. Ele se arrepende de estar envolvido naquela situação”, disse Felipe Magalhães, tentando contextualizar a ação de seu cliente como uma reação impulsiva a uma situação de tensão.
De acordo com Magalhães, Francisco foi a pessoa atropelada por Jones Mota antes da briga fatal. O advogado afirma que, ao chegar ao local, Francisco encontrou uma briga já em andamento, sugerindo que seu cliente não foi o iniciador do confronto, mas acabou envolvido na situação já caótica.
No entanto, a delegada Deborah Barreiros disse que Francisco participou diretamente das agressões.
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A decisão de Francisco de se entregar às autoridades foi motivada por medo, segundo seu defensor. Após ter sua foto amplamente divulgada pela polícia e a repercussão do caso nas redes sociais, Francisco temeu por sua própria vida. Esse medo foi intensificado por uma ameaça direta de um grupo criminoso local, o Comando Vermelho (CV).
Nos últimos dias, circulou nas redes sociais um comunicado do Comando Vermelho decretando a morte dos motociclistas envolvidos na morte de Jones Mota. O comunicado, que foi amplamente compartilhado, expressa o desejo de vingança do grupo criminoso: “Decretados por terem tirado a vida do idoso. Vida paga com vida. A bandeira é sagrada. O trem cheio de ódio”, escreveram os criminosos, acompanhando a mensagem com fotos dos suspeitos.
Além de Francisco, outros dois suspeitos, Klinger Luan Ferreira Costa, conhecido como “Ferreirinha”, e Ayan Ferreira de Souza, ainda estão foragidos. A polícia continua as buscas por eles, que também são considerados peças-chave na investigação do caso.
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