Homem que matou amigo a facadas em barco no Porto de Manaus alega ter sido apalpado nas partes íntimas, diz polícia
O suspeito afirmou em depoimento que o homicídio foi motivado por um suposto assédio ocorrido em outra ocasião.
- Foto: Reprodução
Resumo
Tripulante preso por matar colega a facadas em embarcação no Porto de Manaus afirmou à polícia que crime ocorreu após suposto assédio sofrido anteriormente.
Notícias policiais – O tripulante Janderson Aparício Moraes, de 25 anos, conhecido como “Japa Esmeralda”, confessou ter matado o colega de trabalho Claudinei Moura Barbosa, de 46 anos, dentro de uma embarcação atracada no Porto de Manaus. O crime aconteceu na madrugada, enquanto a vítima descansava em uma rede, antes do início das atividades no barco.
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De acordo com o titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Ricardo Cunha, o suspeito afirmou em depoimento que o homicídio foi motivado por um suposto assédio ocorrido em outra ocasião. Segundo o delegado o homem relatou que teria sido tocado nas partes íntimas pelo colega e que a situação o deixou transtornado.
“O fato inusitado é que o motivo desse desentendimento começou com uma suposta passagem de mão nas partes íntimas do Janderson, no seu glúteo, pelo próprio amigo. Ele disse que, ao beber, ficou transtornado com essa situação e foi tomar satisfação quando chegou à embarcação, o que resultou nesse trágico fato”, disse.
Discussão terminou em ataque com faca
As investigações apontam que os dois trabalhavam como tripulantes em uma embarcação que faz o trajeto entre Tabatinga e Manaus. No dia do crime, Janderson chegou ao local por volta das 5h, após passar a noite ingerindo bebidas alcoólicas.
Ao encontrar Claudinei deitado na rede, o suspeito iniciou uma discussão. Durante o desentendimento, ele desferiu pelo menos cinco facadas contra a vítima, que morreu no local, diante de outros trabalhadores.
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Inicialmente, colegas de trabalho informaram que a briga teria começado por causa de uma chave. No entanto, o verdadeiro motivo foi revelado pelo próprio suspeito durante o interrogatório policial.
Suspeito foi preso horas depois
Após o ataque, Janderson fugiu da embarcação. Ele foi localizado e preso poucas horas depois por equipes da Delegacia de Homicídios (Omicrim), com apoio da Delegacia Fluvial (Deflu).
O suspeito foi encaminhado para os procedimentos legais e permanece à disposição da Justiça. O caso segue sob investigação para esclarecer todos os detalhes do crime.
Polícia apura circunstâncias
A Delegacia de Homicídios investiga as circunstâncias do assassinato e deve ouvir testemunhas que estavam na embarcação no momento do ataque. A polícia também apura o histórico de convivência entre os tripulantes.
O inquérito deverá apontar as responsabilidades e a dinâmica do crime, que ocorreu em um ambiente de trabalho e diante de colegas.
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