Homem simula o próprio sequestro em Manaus para extorquir familiares e acaba preso com cúmplice
Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros descobriu farsa após localizar falso cativeiro onde o homem estava dormindo.
- Foto: Divulgação
Notícias policiais – O universitário Risatti César Fonseca Soares, de 30 anos, simulou o próprio sequestro após ele sair da faculdade, na terça-feira (02/09), para tentar extorquir dinheiro da própria família em Manaus. A farsa contou com a participação de Priscila Siqueira Lucena, de 42 anos, apontada como cúmplice. Ambos foram presos em flagrante após investigação da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).
De acordo com informações do Ricardo Cunha, titular da DEHS, Risatti desapareceu na noite de terça-feira (2), logo após sair da faculdade onde estudava. Horas depois, os familiares receberam ligações e vídeos mostrando o homem amarrado, aparentemente sendo ameaçado por criminosos. Os supostos sequestradores exigiam quantias em dinheiro para que ele não fosse morto.
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A família, desesperada, procurou imediatamente a polícia. A DEHS iniciou diligências no mesmo dia e, já na quarta-feira (3), conseguiu localizar o local onde Risatti estaria sendo mantido em cativeiro.
Para surpresa dos investigadores, ao entrar no imóvel, os agentes encontraram o homem dormindo tranquilamente. O comportamento levantou suspeitas, e, diante das perguntas, Risatti acabou confessando a farsa. Ele admitiu ter planejado o falso sequestro para ajudar o namorado, que estaria com dívidas relacionadas ao tráfico de drogas.
Segundo o delegado Ricardo Cunha, titular da DEHS, a confissão deixou claro que se tratava de uma tentativa de extorsão contra os próprios parentes.
“Os agentes estouraram esse cativeiro e a para surpresa de todos ele estava dormindo. Os policiais acharam muito estranho e ele confessa para a equipe que fez isso pelo seu namorado que estaria devendo o tráfico de drogas e ele como um gesto de amor passou a simular seu próprio sequestro para ter as vantagens dos próprios familiares“, disse o delegado Ricardo Cunha, titular da DEHS.
Cúmplice ofereceu a casa para esconderijo
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Durante as investigações, a polícia descobriu que Risatti contou com a ajuda de Priscila Siqueira Lucena, que disponibilizou sua residência para servir de falso cativeiro. No local, foram gravados vídeos em que ele aparecia amarrado e supostamente sendo torturado, enviados à família para dar credibilidade ao falso crime.
A participação da mulher foi confirmada durante o flagrante. Ambos foram conduzidos à delegacia e autuados pelo crime de extorsão.
Nenhum pagamento chegou a ser feito
Embora os familiares tenham recebido as mensagens de ameaça, o delegado destacou que nenhum valor chegou a ser transferido. Mesmo assim, o crime foi configurado, já que houve a tentativa de obter vantagem financeira mediante ameaça.
“Ainda que a família não tenha realizado nenhum pagamento, a prática criminosa ocorreu. Houve sim a extorsão e, por isso, eles serão responsabilizados”, afirmou o delegado Ricardo Cunha.
Envolvimento do namorado será investigado
Outro ponto que chamou a atenção da polícia é o possível envolvimento do namorado de Risatti, citado por ele durante a confissão. O delegado informou que essa linha de investigação será aprofundada para apurar se o companheiro teve participação direta no planejamento ou execução da farsa.
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