Influencer morre após realizar procedimento estético e dona de clínica é presa
Aline pagou R$ 3 mil pelo procedimento, que deveria ser feito em três sessões, mas que acabou se tornando fatal já na primeira aplicação.
- Grazielly da Silva Barbosa, dona da clínica estética Ame-se, e a modelo Aline Maria Ferreira – Foto: reprodução
Na última terça-feira (2), a influencer Aline Maria Ferreira, de 33 anos, faleceu após complicações decorrentes de um procedimento estético nos glúteos, realizado na clínica Ame-se, em Goiânia. Aline pagou R$ 3 mil pelo procedimento, que deveria ser feito em três sessões, mas que acabou se tornando fatal já na primeira aplicação. A tragédia levantou questões sobre a segurança e a regulamentação dos procedimentos estéticos no Brasil.
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O marido de Aline, que preferiu não ser identificado, relatou que a cirurgia foi rápida e que retornaram a Brasília no mesmo dia, com Aline aparentando estar bem. No entanto, no dia seguinte, a influencer começou a apresentar febre alta. O marido prontamente entrou em contato com a clínica, que tranquilizou o casal dizendo que a reação “era normal” e que Aline deveria tomar um antitérmico.
Apesar das orientações da clínica, a febre persistiu, levando o marido a levar Aline ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Após um dia de internação, a influencer foi transferida para um hospital particular na Asa Sul, onde infelizmente faleceu.
A situação tomou um rumo mais sério quando a Polícia Civil prendeu Grazielly Barbosa, dona da clínica Ame-se, no dia seguinte à morte de Aline. De acordo com a delegada responsável pelo caso, Debora Melo, Grazielly se apresentava como biomédica, mas investigações revelaram que ela nunca cursou biomedicina e não possuía nenhum diploma de curso superior. Grazielly alegou ter feito cursos livres na área de estética e cursado três semestres de medicina no Paraguai, mas não apresentou nenhum certificado que comprovasse essas qualificações.
Além das irregularidades na formação da dona da clínica, a Vigilância Sanitária identificou que a Ame-se operava sem alvará sanitário e sem a presença de um profissional com habilitação técnica responsável. A ausência de prontuários dos pacientes também foi constatada, complicando ainda mais a situação da clínica.
Grazielly é investigada pelos crimes de lesão corporal seguida de morte, exercício ilegal da medicina, execução de serviço de alta periculosidade e crime contra a relação de consumo (ao induzir os consumidores ao erro), apontou a investigação.
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