Jovem estuprada por policial foi levada em carro e pressionada a mudar depoimento, diz Procuradoria da Mulher da Aleam
Procuradoria da Mulher da Aleam aponta participação de companheira do policial e oferta de até R$ 100 mil para retirar acusação.
- Foto: reprodução
Resumo
Caso de estupro envolvendo tenente da PM no Amazonas ganha novo capítulo com denúncia de coação e tentativa de suborno à vítima. Polícia e Justiça investigam.
Notícias policiais – A denúncia de estupro envolvendo o tenente da Polícia Militar Osvaldo Lima da Silva ganhou novos desdobramentos após revelações de um suposto esquema de coação contra a vítima, Tainara Soares. O caso foi detalhado nesta segunda-feira (27) durante coletiva realizada na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), onde foram apresentados relatos de ameaças, tentativa de suborno e possível cárcere privado.
De acordo com a Procuradoria da Mulher da Aleam, a vítima teria sido abordada por pessoas ligadas ao policial com o objetivo de fazê-la desistir da denúncia. Entre os envolvidos estaria a companheira do tenente, Kamila Fernanda, apontada como participante direta da ação.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Abordagem com falsa identidade
Segundo o depoimento de Tainara Soares, um dos advogados que atua na defesa do policial teria se passado por servidor da Procuradoria para entrar em contato com ela. A proposta inicial seria entregar uma ajuda financeira da Procuradoria, o que motivou o encontro.
De acordo com a Procuradoria , ao chegar ao local combinado, a vítima teria sido colocada dentro de um carro, onde começou a sofrer pressão para alterar sua versão dos fatos. Durante o trajeto, a situação teria se agravado com a entrada da companheira do policial no veículo.
A partir desse momento, conforme o relato, o grupo passou a circular por mais de uma hora com a vítima, em um ambiente de intimidação e ameaças.
Ameaças e oferta de dinheiro
Ainda segundo a Procuradoria, durante o período em que esteve no veículo, Tainara foi pressionada a retirar a denúncia contra o policial. Os envolvidos teriam oferecido valores que variavam entre R$ 50 mil e R$ 100 mil para que ela desistisse do caso.
“Eles obrigaram a Tainara a colocar o celular em modo avião, falaram em dinheiro, se ela não estaria interessada em uma quantia, falaram em R$50 mil, R$25 mil, R$100 mil e disseram para a Tainara abandonar esse caso porque não ia dar em nada e que a procuradoria estava fazendo isso por questões políticas”, disse a presidente da Procuradoria da Mulher, a deputada estadual Alessandra Campelo.
A fala reforça a suspeita de tentativa de interferência no andamento do processo por meio de intimidação e negociação financeira.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Indícios de cárcere privado
Para a Procuradoria da Mulher, os elementos apresentados indicam a possibilidade de crimes mais graves durante a abordagem. A restrição ao uso do celular e a permanência forçada dentro do veículo são apontadas como indícios de cárcere privado.
“Para mim isso configura sequestro, cárcere privado porque não deixaram ela ter acesso ao telefone mas ela antes de colocar no modo avião conseguiu enviar a localização para o pai do filho dela e avisou que ele sabia onde ela estava e eu acho que foi por isso que não tenha acontecido o pior”, completou Alessandra Campelo.
O envio da localização, segundo o relato, pode ter sido determinante para evitar um desfecho ainda mais grave.
Prisão do policial e investigação
O tenente Osvaldo Lima da Silva está preso desde o dia 7 de abril, quando se apresentou à polícia após ser apontado como autor do estupro de uma mulher de 25 anos. O crime teria ocorrido dentro de um posto de fiscalização na rodovia AM-010.
A prisão preventiva foi decretada pela Justiça do Amazonas, que acatou o pedido das autoridades responsáveis pela investigação. O policial se entregou no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde o caso segue sendo apurado.
Novos desdobramentos do caso
Com as novas denúncias, a investigação pode ser ampliada para incluir possíveis crimes de coação, ameaça, suborno e cárcere privado. A participação de terceiros, incluindo a companheira do policial e profissionais ligados à defesa, também passa a ser analisada.
O caso ganhou grande repercussão no estado e tem mobilizado órgãos de proteção à mulher, além de autoridades do sistema de Justiça. A expectativa é que os novos elementos apresentados contribuam para o avanço das apurações.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






