Justiça autoriza retirada de tornozeleira eletrônica de Alejandro Valeiko

O enteado do ex-prefeito Arthur Neto responde pelo envolvimento no assassinato do engenheiro Flávio Rodrigues, encontrado morto após uma festa na casa dele.

Redação AM POST

O enteado do ex-prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB), Alejandro Molina Valeiko, denunciado por envolvimento no assassinato do engenheiro Flávio Rodrigues, foi autorizado a retirar a tornozeleira eletrônica.

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A decisão foi proferida na última segunda-feira, 19, pelo juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Manaus, George Hamilton Lins Barroso, que considerou que não há informação sobre qualquer comportamento ou ato por parte do acusado que prejudique ou inviabilize a tramitação processual.

“O acusado Alejandro Molina Valeiko encontra-se validamente citado da imputação que lhe é feita, como pode se ver à fl. 2859, tendo constituído Defesa particular nos autos. Para além disso, a Defesa já apresentou a Resposta à Acusação, consoante fls. 5703/5744. Ademais, não consta dos autos informação sobre qualquer comportamento ou ato do acusado que prejudique ou inviabilize a tramitação processual” disse o magistrado.

Alejandro Valeiko e a irmã dele, Paola Valeiko, respondem pelo envolvimento no assassinto do engenheiro Flávio Rodrigues, encontrado morto após uma festa na casa do filho da ex-primeira dama de Manaus, Elisabeth Valeiko.

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Em março deste ano, o magistrado negou a soltura de outro réu, o Mayc Vinicius Teixeira Parede, sob alegação de que “não houve qualquer mudança na situação jurídica-processual” que tornasse a prisão preventiva do acusado “inconveniente, inoportuna ou ilegal”.

Em fevereiro do ano passado, ele também negou a soltura do policial militar Elizeu da Paz de Souza sob o mesmo argumento usado para manter Mayc na cadeia. O magistrado citou a “gravidade do crime em tese praticado” e a “exacerbada violência” cometida contra o engenheiro.

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De acordo com a decisão, Alejandro Valeiko, deverá manter comparecimento mensal em Juízo para informar e justificar atividades, a proibição de ausentar-se da comarca de Manaus sem prévia autorização judicial e a comunicação acerca de qualquer mudança de endereço.