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Polícia

Justiça concede liberdade a suspeitos de liderar massacre no Compaj em 2017

O magistrado concedeu alvará de soltura aos dois acusados, alegando “excesso de prazo na investigação”.

Por Jonas Souza

19/05/2025 às 14:39

Notícias de Polícia  – Os detentos Janes Nascimento Cruz, conhecido como “Caroço”, e Adailton Farias da Silva, suspeitos de liderar a chacina que deixou 60 detentos mortos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) e na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), em Manaus, poderão ser libertados nos próximos dias. A decisão foi assinada pelo juiz plantonista Fábio Lopes Alfaia no último sábado (17).

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O magistrado concedeu alvará de soltura aos dois acusados, alegando “excesso de prazo na investigação” — que já dura mais de oito anos — e ausência de “risco concreto” caso os réus aguardem o julgamento em liberdade.

Segundo documentos obtidos pela Rede Onda Digital, o juiz deferiu o pedido de liberdade provisória com aplicação de medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de contato com vítimas e testemunhas, além da obrigação de permanecer em Manaus e se apresentar mensalmente à Justiça.

Histórico do caso

Janes Cruz e Adailton Silva estão entre os 17 detentos transferidos para presídios federais em 2017, logo após o massacre ocorrido no dia 1º de janeiro daquele ano. As investigações apontam que ambos ocupavam posições de liderança na facção criminosa Família do Norte (FDN) e tiveram participação direta na organização e comando das execuções dentro das unidades prisionais.

Na época, Janes foi apontado como responsável por coordenar a linha de frente do massacre e execuções internas. Já Adailton era identificado como liderança dentro de um dos pavilhões do Compaj.

Durante o governo Bolsonaro, ambos já haviam sido citados em inquéritos que apuram irregularidades e conflitos no sistema penitenciário do Amazonas.

Medidas cautelares

Apesar da concessão da liberdade, os dois suspeitos devem cumprir uma série de medidas cautelares: estão proibidos de manter contato com testemunhas e vítimas do processo, não poderão sair de Manaus ou mudar de endereço sem autorização judicial, além de serem obrigados a utilizar tornozeleira eletrônica e comparecer mensalmente ao juízo.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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