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Justiça condena Gil Romero a mais de 63 anos de prisão por assassinato da jovem Débora em Manaus

Julgamento durou cinco dias e terminou na madrugada desta segunda-feira com a condenação dos dois réus.

Por Marcia Jornalist

01/06/2026 às 06:48 - Atualizado em 01/06/2026 às 10:22

Resumo

Gil Romero Machado Batista foi condenado a 63 anos, 7 meses e 19 dias de prisão pela morte de Débora da Silva Alves, de 18 anos, e do bebê que ela esperava. O julgamento durou cinco dias e resultou ainda na condenação de um segundo acusado.

Notícias policiais – Gil Romero Machado Batista foi condenado a 63 anos, 7 meses e 19 dias de prisão em regime fechado pela morte de Débora da Silva Alves, de 18 anos, e do bebê que ela gestava. A decisão foi proferida pela Justiça do Amazonas na madrugada desta segunda-feira (1º), após cinco dias de julgamento que também resultaram na condenação de José Nílson Azevedo da Silva.

O principal réu foi condenado pelos crimes de homicídio qualificado, feminicídio, aborto provocado por terceiro e ocultação de cadáver. Já José Nílson recebeu pena de 17 anos e 8 meses de reclusão por homicídio qualificado por motivo torpe, após o Conselho de Sentença afastar duas qualificadoras e a acusação de feminicídio.

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A acusação foi conduzida pelos promotores de Justiça Timóteo Ágabo Pacheco de Almeida e André Epifânio Martins, que sustentaram as teses apresentadas pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM) durante o julgamento.

Justiça valida provas da investigação

Na sentença, o magistrado considerou que os crimes ficaram devidamente comprovados por meio de laudo antropológico, exame de corpo de delito realizado por perícia indireta, certidão de óbito e relatórios produzidos durante as investigações.

Leia mais: Juiz prevê até quatro dias de julgamento do caso Débora: “Júri de alta complexidade”

Além das provas técnicas, a decisão destacou a relevância dos depoimentos de testemunhas, das imagens de câmeras de segurança, dos dados de rastreamento e das confissões prestadas pelos acusados durante a fase policial.

Segundo a Justiça, o conjunto probatório demonstrou de forma consistente a materialidade dos delitos e a participação dos réus nos fatos investigados.

Assassinato ocorreu em 2023

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o crime ocorreu em meados de 2023. As investigações apontaram que Débora foi assassinada por asfixia com um fio elétrico.

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A jovem estava grávida no momento do crime, o que levou os investigadores a incluírem também a morte do bebê entre as acusações formuladas contra os envolvidos.

O caso teve ampla repercussão no Amazonas devido à brutalidade do crime e às circunstâncias reveladas durante a apuração.

Corpo foi queimado após o crime

Conforme a denúncia acolhida pela Justiça, após o assassinato um dos condenados retornou ao local para tentar eliminar vestígios.

As investigações indicaram que o acusado retirou o feto do corpo da vítima e descartou o nascituro em um rio. Em seguida, ateou fogo ao corpo de Débora.

A ocultação de cadáver e a tentativa de destruir provas foram consideradas circunstâncias relevantes para a condenação do principal acusado pelos crimes apontados pelo Ministério Público.

Julgamento encerra etapa importante do caso

Com a decisão, as penas aplicadas aos dois condenados somam mais de 81 anos de prisão. O resultado encerra uma das fases mais importantes do processo criminal que apurou a morte de Débora da Silva Alves.

O caso é considerado um dos mais emblemáticos dos últimos anos no Amazonas, tanto pela violência empregada quanto pela mobilização das autoridades para esclarecer o crime e responsabilizar os envolvidos.

 

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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