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Justiça do Amazonas mantém prisão de professora universitária investigada na Operação Erga Omnes por suposta ligação com o CV

Desembargador do TJAM nega habeas corpus e afirma que prestígio acadêmico pode ter sido utilizado para facilitar suposta interface criminosa com o poder público.

Por Natan AMPOST

25/02/2026 às 13:12 - Atualizado em 15/04/2026 às 10:23

Resumo 


O Tribunal de Justiça do Amazonas manteve a prisão preventiva da advogada e professora Adriana Almeida Lima, presa na Operação Erga Omnes sob suspeita de ligação com o Comando Vermelho. Habeas corpus foi negado durante plantão judicial.

Notícias policiais – A Justiça do Amazonas manteve a prisão preventiva da advogada e professora universitária Adriana Almeida Lima, detida na última sexta-feira (20) no âmbito da Operação Erga Omnes. O pedido de habeas corpus apresentado pela defesa durante o plantão judicial do fim de semana foi indeferido pelo desembargador Abraham Peixoto Campos Filho, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).

A decisão reforça a continuidade das investigações conduzidas pela Polícia Civil, que apuram a suposta atuação da docente em uma rede de apoio vinculada à facção criminosa Comando Vermelho (CV).

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Prestígio acadêmico não é salvo-conduto, diz magistrado

Ao analisar o pedido de liberdade provisória, o desembargador destacou que a posição social e o reconhecimento acadêmico da investigada não justificam a concessão do benefício.

Na decisão, o magistrado afirmou que o renome profissional poderia ter sido utilizado como instrumento para facilitar conexões ilícitas.

Não se pode descurar que a função social e o prestígio acadêmico da Paciente […], ao invés de servirem como salvo-conduto, podem, via de regra, ter sido utilizados para facilitar a interface criminosa com a administração pública”, registrou.

A fundamentação sustenta que, diante dos indícios apresentados na investigação, a manutenção da prisão é necessária para resguardar a ordem pública.


Investigação aponta suposta “camuflagem social”

Segundo a Polícia Civil, Adriana Almeida Lima teria atuado como uma espécie de “camuflagem social” para a facção. A apuração indica que a organização buscava influência em órgãos públicos com o objetivo de resolver demandas internas e assegurar proteção contra ações repressivas.

De acordo com o delegado Marcelo Martins, responsável pelo caso, o grupo utilizaria pessoas com reputação ilibada para ampliar sua rede de contatos institucionais.

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A Operação Erga Omnes investiga possíveis vínculos entre profissionais de diferentes áreas e o crime organizado no estado.


Posição da Universidade

Em nota, a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) informou que não se responsabiliza por atos praticados por servidores fora do exercício de suas funções institucionais.

A instituição reiterou compromisso com a legalidade e afirmou acompanhar os desdobramentos do caso.

Até o momento, a defesa da advogada não se manifestou publicamente sobre o conteúdo das acusações nem sobre a decisão que manteve a prisão preventiva.


Próximos passos do processo

Com a negativa do habeas corpus em plantão judicial, a defesa poderá apresentar novo pedido em instâncias superiores ou reforçar a argumentação no curso do processo.

A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil do Amazonas, que deverá concluir a fase de coleta de provas antes de eventual oferecimento de denúncia pelo Ministério Público.

O caso amplia o debate sobre a infiltração de organizações criminosas em estruturas formais da sociedade e a utilização de prestígio profissional como instrumento de influência.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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