Justiça do Amazonas revoga prisão de médico investigado pela morte de bebê em Eirunepé
Decisão judicial apontou demora no processo e determinou medidas cautelares como tornozeleira eletrônica.

Foto: Reprodução
Resumo
A Justiça do Amazonas revogou a prisão preventiva de um médico investigado pela morte de um bebê durante parto em Eirunepé. O profissional estava preso há cerca de 130 dias e teve a liberdade concedida após o juiz considerar demora no andamento do processo. Ele responderá em liberdade, com medidas cautelares como uso de tornozeleira eletrônica e restrições de deslocamento.
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Notícias Policiais – A Justiça do Amazonas revogou a prisão preventiva do médico Humberto Fuertes Estrada, investigado pela morte de um bebê durante um parto no município de Eirunepé, no interior do estado. A decisão foi assinada na segunda-feira (6), pela Vara Única do município, permitindo que o profissional responda ao processo em liberdade.
O caso aconteceu no dia 22 de novembro de 2025. Segundo as investigações, o médico estava de sobreaviso, mas não atendeu aos chamados da equipe médica durante o trabalho de parto. Ele teria chegado à unidade hospitalar apenas horas depois. O bebê não resistiu e morreu.
Imagens também mostram o médico em um bar antes do ocorrido. Após o caso, ele deixou o município e foi posteriormente localizado pela Polícia Federal em Manaus.
Decisão considerou demora no andamento do processo
De acordo com a decisão judicial, o médico estava preso há aproximadamente 130 dias. O juiz responsável pelo caso considerou que houve demora no andamento do processo por fatores alheios à defesa, como a ausência de promotor em audiência, o que levou ao adiamento da instrução sem definição de nova data.
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Para o magistrado, manter a prisão nesse contexto seria desproporcional e poderia representar antecipação de pena. O juiz também destacou que parte das testemunhas já havia sido ouvida, reduzindo o risco de interferência no andamento do processo.
Medidas cautelares substituem prisão preventiva
Com a revogação da prisão preventiva, o médico deverá cumprir medidas cautelares determinadas pela Justiça. Entre elas, estão o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de sair de Manaus sem autorização judicial e o impedimento de manter contato com testemunhas.
Anteriormente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) havia negado um pedido de habeas corpus e mantido a prisão preventiva, considerando a gravidade do caso, o risco de fuga e a possibilidade de interferência nas investigações.
Defesa aponta inconsistências no inquérito
Em nota, a defesa do médico afirmou que a prisão era ilegal e destacou a demora na condução do processo. O advogado também mencionou inconsistências no inquérito, afirmando que a causa da morte foi classificada como indeterminada, diferente do que teria sido considerado inicialmente.
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