Justiça Federal mantém preso acusado de envolvimento nas mortes de Bruno Pereira e Dom Phillips em Tabatinga
Ruben Dario da Silva Villar, conhecido como “Colômbia”, teve negado o pedido de liberdade provisória.
- A Justiça Federal em Tabatinga negou o pedido de liberdade provisória de Ruben Dario da Silva Villar (“Colômbia”), acusado de participar dos assassinatos de Bruno Pereira e Dom Phillips.
- A decisão manteve a prisão preventiva por haver indícios de participação reconhecidos na pronúncia e por risco à ordem pública, com menção a outra investigação sobre possível liderança de organização criminosa.
- Também foi citado risco de fuga, já que ele é colombiano e informou residir na região da tríplice fronteira, onde a falta de controle migratório poderia dificultar a aplicação da lei.
- O processo seguiu com prazo para manifestação sobre possível desaforamento do Tribunal do Júri, para decidir se o julgamento deve ocorrer em outra comarca.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

Foto: Reprodução
Notícias Policiais –A Justiça Federal em Tabatinga negou o pedido de liberdade provisória de Ruben Dario da Silva Villar, conhecido como “Colômbia”, acusado de participação nos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips.
A decisão foi proferida na quinta-feira (9) pela Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Tabatinga.
O pedido havia sido apresentado pela defesa nas alegações finais do processo, que solicitava a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares. Ao analisar o caso, a magistrada acolheu o parecer do Ministério Público Federal (MPF), que defendeu a manutenção da prisão.
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Quais foram os motivos apresentados pela Justiça?
Na decisão, a juíza afirmou que permanecem os fundamentos que justificam a prisão preventiva.
Entre eles, destacou que existem indícios suficientes da participação de Ruben Villar nos crimes, já reconhecidos na decisão de pronúncia que encaminhou o caso para julgamento pelo Tribunal do Júri.
A magistrada também citou que o acusado é investigado, em outro processo, como suposto líder de uma organização criminosa suspeita de envolvimento em atos violentos, ameaças e homicídios. Segundo a decisão, essa circunstância representa risco à ordem pública.
Por que a Justiça mencionou o risco de fuga?
Outro ponto considerado pela magistrada foi a possibilidade de fuga.
De acordo com a decisão, Ruben Villar é colombiano e informou residir na região da tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. Segundo a juíza, a ausência de controle migratório efetivo em parte dessa região poderia dificultar a aplicação da lei penal caso o acusado deixasse o país.
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O julgamento pode sair de Tabatinga?
Sim. Além de manter a prisão preventiva, a Justiça abriu prazo para que o Ministério Público Federal, a assistente da acusação e a defesa se manifestem sobre um possível desaforamento do Tribunal do Júri.
Na prática, o desaforamento é a transferência do julgamento para outra comarca quando a Justiça entende que existem razões que possam comprometer a imparcialidade do júri, a segurança das partes ou a regularidade do processo.
A decisão sobre a mudança do local do julgamento ainda será analisada após a manifestação das partes.
Relembre o caso Bruno Pereira e Dom Phillips
O indigenista Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips desapareceram em junho de 2022 durante uma expedição na Terra Indígena Vale do Javari, no município de Atalaia do Norte, no Amazonas.
Após dias de buscas, as investigações confirmaram que ambos foram assassinados. O caso teve repercussão internacional e mobilizou autoridades brasileiras e organizações de defesa dos direitos indígenas e da liberdade de imprensa.
O Vale do Javari, no extremo oeste do Amazonas, é uma das maiores terras indígenas do mundo e enfrenta desafios relacionados à atuação de organizações criminosas, pesca ilegal, caça predatória, garimpo e tráfico em áreas próximas à tríplice fronteira. A região é considerada estratégica pelas forças de segurança devido à sua extensão territorial e à dificuldade de fiscalização.
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