Justiça manda soltar investigador preso pela PF em caso de 77 kg de ouro ilegal no Amazonas
Luciano Granjeiro era apontado como “piloto” de viatura usada para transportar ouro durante assalto.

Foto: Reprodução
Resumo
- Quem foi solto: O investigador da Polícia Civil Luciano de Souza Granjeiro.
- Investigação: Ele é suspeito de envolvimento em esquema de roubo e ocultação de ouro ilegal.
- Motivo da soltura: Justiça Federal apontou excesso de prazo para conclusão do inquérito.
- Medidas: O policial foi afastado das funções e deverá entregar arma, distintivo e equipamentos funcionais.
Notícias Policiais – A Justiça Federal determinou a soltura do investigador da Polícia Civil do Amazonas Luciano de Souza Granjeiro, preso preventivamente pela Polícia Federal durante a Operação Piloto de Fuga, em Manaus.
Ele é investigado por suspeita de participar de um esquema de roubo de ouro ilegal e integrar uma organização criminosa.
A decisão foi assinada na noite de segunda-feira (6) pelo juiz federal Thadeu José Piragibe Afonso, da 2ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Amazonas.
O magistrado acolheu parcialmente o pedido da defesa e revogou a prisão preventiva por entender que houve excesso de prazo para a conclusão das investigações e eventual apresentação de denúncia pelo Ministério Público Federal (MPF).
Qual era a suspeita contra o investigador da Polícia Civil?
Luciano Granjeiro foi preso no dia 9 de junho.
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Na época, a Polícia Federal informou que o investigador seria o “piloto” da viatura oficial utilizada para transportar uma carga de ouro durante um assalto investigado pela corporação.
A prisão ocorreu durante a Operação Piloto de Fuga.
A ação é um desdobramento da Operação Auxílio Criminoso, que investiga a participação de agentes públicos e outras pessoas no roubo e na ocultação de ouro extraído ilegalmente.
Por que o juiz considerou que houve excesso de prazo?
Segundo a decisão, Luciano Granjeiro estava preso havia quase 30 dias sem que o inquérito fosse concluído ou uma denúncia formal apresentada.
Na Justiça Federal, o prazo para conclusão de investigações com suspeito preso é de 15 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 15 dias.
O juiz também destacou que a demora na investigação não foi provocada pela defesa.
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Conforme a decisão, o policial apresentou elementos para sustentar a própria versão dos fatos, incluindo álibis e registros de acesso a uma academia.
Para o magistrado, apesar da complexidade da investigação, manter a prisão por tempo indeterminado poderia representar uma antecipação de pena.
“Se o Estado ainda não reuniu elementos suficientes para iniciar a ação penal, não se mostra razoável que o cidadão continue a suportar a medida mais gravosa de restrição de liberdade”, afirmou o juiz.
O que a defesa de Luciano Granjeiro disse?
Em nota, a defesa afirmou que sempre acreditou que os álibis apresentados demonstram a não participação do investigador nos fatos apurados.
“A defesa permanece confiante de que, ao final do inquérito, qualquer dúvida remanescente será definitivamente afastada, restando plenamente comprovada a inocência do investigado”, diz trecho da nota.
Luciano Granjeiro continua investigado no caso.
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Quais medidas o investigador deverá cumprir após ser solto?
Apesar de revogar a prisão preventiva, a Justiça Federal determinou uma série de medidas cautelares.
Luciano Granjeiro deverá:
- permanecer afastado das funções na Polícia Civil;
- entregar a arma institucional;
- entregar o distintivo e demais equipamentos funcionais;
- não manter contato com outros investigados;
- não manter contato com testemunhas e familiares envolvidos no caso;
- comparecer mensalmente à Justiça para informar as atividades;
- manter endereços e contatos atualizados;
- comunicar previamente qualquer mudança de residência.
Segundo a decisão, o descumprimento das medidas poderá levar à decretação de uma nova prisão preventiva.
O que são os 77 kg de ouro apreendidos no Amazonas?
A investigação é um desdobramento de um caso envolvendo 77 quilos de ouro ilegal apreendidos em outubro de 2025.
A carga foi avaliada em aproximadamente R$ 50 milhões.
Segundo a Polícia Federal, na primeira fase da investigação, três policiais foram presos em flagrante em uma casa de Manaus.
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Entre os presos estavam dois policiais militares e um policial civil.
Conforme a PF, o grupo tentava roubar a carga de ouro.
O caso chama atenção para a suspeita de participação de agentes públicos em crimes relacionados ao ouro ilegal no Amazonas. A investigação busca esclarecer o envolvimento de cada suspeito no transporte, roubo e ocultação da carga milionária.
A investigação sobre o ouro ilegal continua?
Sim. A revogação da prisão preventiva de Luciano Granjeiro não encerra as investigações.
O policial permanece investigado e deverá cumprir as medidas cautelares determinadas pela Justiça Federal.
A Polícia Federal continua apurando a atuação de agentes públicos e outras pessoas no esquema ligado ao ouro ilegal no Amazonas.
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